Quando houver presença de reação adversa grave e o Esquema Básico de tratamento contra a tuberculose pulmonar não puder ser reintroduzido, um Esquema Especial deve ser indicado. Nesse sentido, o esquema recomendado para 2 e 10 meses de tratamento de um paciente que apresentou reação adversa grave à Rifampicina abrange os seguintes fármacos:
- A)T – Terizidona; Z - Pirazinamida; E - Etambutol; e Lfx - Levofloxacino.
Errada, porque inclui terizidona e não traz isoniazida, além de não corresponder ao esquema especial indicado após reação grave à rifampicina.
- B)H - Isoniazida; Z – Pirazinamina; E – Etambutol; e M – Moxifloxacino;
Errada, porque usa moxifloxacino em vez de levofloxacino e ainda traz um arranjo de fármacos que não é o esquema especial cobrado.
- C)E – Etambutol; Cm – Capreomicina; H – Isoniazida; e Z – Pirazinamina.
Errada, porque mistura etambutol, capreomicina, isoniazida e pirazinamida, combinação que não corresponde ao esquema recomendado para esse caso.
- D)H - Isoniazida; Z - Pirazinamida; E - Etambutol; e LfxLevofloxacino.
Certa, porque reúne isoniazida, pirazinamida, etambutol e levofloxacino, que é o esquema especial indicado quando não se pode reintroduzir a rifampicina.
- E)Rfb – Rifabutina; H – Isoniazida; Z – Pirazinamida; e E – Etambutol.
Errada, porque a rifabutina não é a resposta esperada para esse esquema especial e a alternativa não corresponde ao tratamento descrito no enunciado.
Gabarito: D
Na tuberculose pulmonar, o esquema básico costuma ser a combinação com rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol, porque a rifampicina é uma das peças-chave do tratamento. Quando surge reação adversa grave e esse esquema não pode ser reintroduzido, entra o chamado esquema especial, montado para manter eficácia sem usar a droga que causou o problema. Nesse cenário, a lógica é trocar a rifampicina por uma fluoroquinolona, e o esquema descrito para 2 meses e depois 10 meses usa isoniazida, pirazinamida, etambutol e levofloxacino. Ou seja, são 2 meses da fase inicial e mais 10 meses de manutenção, totalizando 12 meses. É o tipo de questão em que a banca testa se você sabe que a rifampicina saiu da jogada, mas o tratamento não pode ficar sem alternativa forte. O gabarito é a letra D porque ela traz exatamente H - Isoniazida, Z - Pirazinamida, E - Etambutol e Lfx - Levofloxacino. As outras opções ou mantêm rifampicina, ou usam drogas que não correspondem a esse esquema especial, ou trazem combinações incompatíveis com a situação clínica descrita. Na prática, vale guardar a ideia central: reação grave à rifampicina não significa parar o tratamento, e sim trocar para um esquema alternativo padronizado. Em prova, isso costuma aparecer como um teste de memória do arranjo dos fármacos e da duração do esquema.