Paciente de 15 anos deu entrada na unidade de saúde apresentando febre, cefaleia intensa, vômito em jato, rigidez da nuca e manchas vermelhas pelo corpo. Durante o exame físico, ele apresentou sinal de Brudzinski positivo. Isso significa:
- A)dor ao elevar membro inferior em extensão fletindo-o sobre a bacia;
Errada: descreve o sinal de Kernig, não o de Brudzinski, pois há dor ao estender o membro inferior com o quadril fletido.
- B)queda do quadril para o lado da perna levantada quando o paciente está de pé sustentado por somente uma perna;
Errada: isso corresponde ao sinal de Trendelenburg, ligado à fraqueza do glúteo médio e instabilidade pélvica.
- C)dor lombar que irradia para o lado esquerdo ao elevar o membro inferior direito;
Errada: também remete ao sinal de Kernig, com dor na elevação/extensão do membro inferior, e não à flexão da cabeça.
- D)flexão involuntária da perna sobre a coxa e dessa sobre a bacia, ao se tentar fletir a cabeça do paciente;
Certa: é o sinal de Brudzinski, com flexão involuntária dos membros inferiores ao fletir a cabeça do paciente.
- E)flexão da articulação do joelho, quando a coxa é colocada em certo grau de flexão, relativamente ao tronco.
Errada: descreve o teste de Patrick/FABER, usado para avaliar articulação do quadril e sacroilíaca, não meninge.
Gabarito: D
O sinal de Brudzinski é um achado clássico de irritação meníngea, muito lembrado em quadros como meningite. Na prática, ele é pesquisado com o paciente em decúbito dorsal: ao flexionar passivamente a cabeça, ocorre uma resposta involuntária de flexão de quadris e joelhos. É como se o corpo “reclamasse” da tração sobre as meninges inflamadas. No caso do enunciado, febre, cefaleia intensa, vômito em jato, rigidez de nuca e exantema petequial ou manchas vermelhas já levantam forte suspeita de meningite, especialmente meningocócica. O sinal de Brudzinski positivo reforça esse raciocínio porque indica que as meninges estão irritadas, e não que o problema seja muscular ou articular. Por isso, o gabarito é a letra D: flexão involuntária da perna sobre a coxa e desta sobre a bacia ao se tentar fletir a cabeça do paciente. Esse é exatamente o comportamento esperado no sinal de Brudzinski. Em provas, vale lembrar a diferença para o sinal de Kernig, que aparece com dor e resistência ao estender a perna com o quadril fletido. Resumo de ouro para você: Brudzinski = flexiona a cabeça e as pernas dobram sozinhas. Kernig = estica a perna e surge dor/resistência. Essa dupla cai demais quando a banca quer testar meningite sem dizer diretamente a doença.