Uma criança de 2 anos internada em unidade de tratamento intensivo apresenta-se tensa, choramingando, introvertida, pernas inquietas, e fica mais tranquila ao ser abraçada. De acordo com a escala comportamental FLACC, essa criança apresenta dor
- A)leve.
Errada, porque os sinais descritos indicam dor mais do que leve, com agitação, choro e alteração comportamental visíveis.
- B)forte.
Errada, porque a descrição não sugere dor forte em grau máximo, já que a criança ainda melhora ao ser abraçada.
- C)intensa.
Errada, porque o quadro não aponta para dor intensa extrema, mas para um nível intermediário de sofrimento.
- D)moderada.
Certa, porque os achados comportamentais da FLACC sugerem dor moderada, com agitação e choro, mas alguma consolabilidade.
- E)insuportável.
Errada, porque dor insuportável costuma vir com comportamento muito mais extremo e ausência de alívio mesmo com conforto.
Gabarito: D
A escala FLACC é usada para avaliar dor em crianças pequenas ou em quem não consegue expressar bem o que sente. Ela observa cinco itens: face, pernas, atividade, choro e consolabilidade. Cada item recebe nota de 0 a 2, e o total vai de 0 a 10. No caso da questão, a criança está tensa, choramingando, com pernas inquietas e melhora quando é abraçada. Isso aponta para dor com comportamento bem perceptível, mas sem sinais de sofrimento máximo. Pela FLACC, esse conjunto costuma somar um escore intermediário, compatível com dor moderada. Por isso o gabarito é a letra D. A banca descreveu sinais típicos de desconforto relevante, porém ainda com alguma resposta à consolação, o que afasta a ideia de dor leve e também de dor extrema. Em provas, lembre que a FLACC não depende só de "cara de dor", mas do conjunto comportamental observado. Resumo prático: quanto mais a criança chora, se enrijece, fica agitada e pouco consolável, maior o escore. Se ela acalma no colo, isso reduz a pontuação em consolabilidade, mas não elimina a dor.