Durante o exame abdominal de um paciente, o enfermeiro realizou a ausculta antes da palpação e da percussão. A respeito dessa conduta, é correto afirmar que:
- A)está incorreta, pois a palpação deve sempre preceder a ausculta;
Errada, porque a palpação não deve preceder a ausculta no exame abdominal.
- B)é a conduta recomendada, pois manobras nessa região podem alterar os ruídos intestinais;
Certa, pois a ausculta deve ser feita antes de percussão e palpação para não alterar os ruídos intestinais.
- C)está incorreta, pois a percussão deve sempre preceder a ausculta;
Errada, porque a percussão também deve vir depois da ausculta, e não antes dela.
- D)está parcialmente correta, pois a ausculta deve preceder a palpação, mas nunca a percussão;
Errada, porque a ausculta deve preceder tanto a palpação quanto a percussão.
- E)é contraindicada no exame físico do abdome, pois pode mascarar os resultados.
Errada, porque essa sequência é indicada no exame físico do abdome e não é contraindicada.
Gabarito: B
No exame físico do abdome, a ordem clássica é ausculta, depois percussão e por último palpação. O motivo é simples: manobras como percussão e palpação podem estimular ou alterar os ruídos intestinais, então se você fizer isso antes, pode “bagunçar” a leitura da ausculta. É uma regra de semiologia bem cobrada em prova e faz parte da técnica correta do exame abdominal. Na prática, a ausculta vem primeiro justamente para captar os sons hidroaéreos do intestino sem interferência. Depois o enfermeiro segue para percutir e palpar, avaliando timpanismo, macicez, dor, massas e outras alterações. A sequência existe para preservar a confiabilidade dos achados. Em prova, quando a banca fala que o profissional auscultou antes de palpar e percutir, isso está dentro do esperado. Por isso, o gabarito B está correto: essa é a conduta recomendada, porque manobras na região abdominal podem alterar os ruídos intestinais. Não há regra dizendo que palpação ou percussão devem vir antes da ausculta; ao contrário, no abdome a ausculta tem prioridade para não comprometer o exame. É um detalhe clássico de técnica, sem mistério, mas muito querido pelas bancas. Como referência doutrinária, essa sequência é ensinada de forma tradicional nos livros de semiologia e exame físico, amplamente adotada na prática de enfermagem e medicina. Em concurso, vale guardar a lógica: no abdome, primeiro escuta, depois você aperta e bate.