Ao orientar uma puérpera sobre a importância do teste do pezinho, o profissional de enfermagem informou que esse exame deve ser realizado, preferencialmente,
- A)logo após o nascimento.
Errada, porque o teste feito logo após o nascimento pode não ter a mesma confiabilidade da janela preferencial de triagem.
- B)até o 15º dia de vida do bebê.
Errada, porque até o 15º dia já é tarde para a realização preferencial, embora ainda possa ser feito em alguns contextos.
- C)entre o 3º e 5º dia de vida do bebê.
Certa, porque o teste do pezinho deve ser realizado preferencialmente entre o 3º e o 5º dia de vida.
- D)entre o 5º e 7º dia de vida do bebê.
Errada, porque o intervalo indicado foge da janela preferencial recomendada para a triagem neonatal.
- E)nas primeiras 48 horas de vida do bebê.
Errada, porque nas primeiras 48 horas o exame pode ter resultado menos fidedigno e não é a faixa preferencial.
Gabarito: C
O teste do pezinho, também chamado de triagem neonatal, serve para rastrear precocemente doenças graves e muitas vezes silenciosas, como hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria e outras alterações previstas no Programa Nacional de Triagem Neonatal. A ideia é simples: pegar cedo o que pode passar despercebido e tratar logo, antes que cause dano ao desenvolvimento da criança. Por isso, o momento ideal é entre o 3º e o 5º dia de vida. Nessa janela, o bebê já teve tempo de receber alimentação e de manifestar melhor alguns marcadores metabólicos, o que aumenta a chance de o exame ficar mais confiável. Se fizer cedo demais, o resultado pode não traduzir bem a realidade do organismo do recém-nascido. Na prática de prova, lembre que o teste do pezinho não é para "logo após nascer" nem nas primeiras 48 horas, porque isso pode gerar falsos resultados. Também não é para esperar demais: a lógica da triagem é justamente ser precoce, sem perder a oportunidade de intervenção rápida. Então, o gabarito é a alternativa C, porque ela traz exatamente o período recomendado para realização preferencial do exame. É esse timing que aparece nas orientações do Ministério da Saúde e nas rotinas de triagem neonatal no SUS.