Muitas mulheres passam pelo climatério apresentando queixas diversificadas e com intensidades diferentes, sendo necessário recorrer à terapia de reposição hormonal. Assinale a opção que indica a contraindicação absoluta dessa terapia.
- A)Endometriose.
Errada, porque a endometriose não é contraindicação absoluta da TRH, embora exija avaliação cuidadosa pelo possível estímulo hormonal.
- B)Miomatose uterina.
Errada, porque a miomatose uterina costuma ser uma contraindicação relativa ou de cautela, não absoluta.
- C)Diabetes mellitus não controlado.
Errada, porque o diabetes mellitus não controlado aumenta risco clínico, mas não é a contraindicação absoluta clássica da TRH cobrada pela questão.
- D)Hipertensão arterial não controlada.
Errada, porque a hipertensão arterial não controlada pede ajuste e cautela, porém não é a contraindicação absoluta mais típica da terapia hormonal.
- E)História de tromboembolismo recorrente.
Certa, porque história de tromboembolismo recorrente configura contraindicação absoluta para terapia hormonal sistêmica pelo elevado risco de novo evento trombótico.
Gabarito: E
No climatério, a terapia de reposição hormonal (TRH) pode melhorar sintomas vasomotores, atrofia urogenital e impacto na qualidade de vida, mas ela não é “liberou geral”: existe uma lista de situações em que o uso fica proibido ou exige muita cautela. A lógica é simples: se o hormônio pode aumentar risco de câncer hormônio-dependente, sangramento inexplicado ou trombose, você não entra de cabeça no tratamento. A contraindicação absoluta cobrada aqui é a história de tromboembolismo recorrente. Em quem já teve episódios repetidos de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar, a TRH pode elevar ainda mais o risco de novo evento trombótico, por isso a conduta é evitar a terapia hormonal sistêmica. Esse ponto é bem alinhado com as recomendações de sociedades como a FEBRASGO e consensos internacionais sobre menopausa, que tratam tromboembolismo prévio ou recorrente como contraindicação importante para estrogênio sistêmico. As outras alternativas podem até dificultar a decisão clínica, mas não são, em regra, contraindicações absolutas. Endometriose e miomatose uterina pedem avaliação individualizada, porque podem responder ao estímulo hormonal. Já diabetes e hipertensão não controlados aumentam o risco cardiovascular, então exigem controle e cautela, mas não entram automaticamente como proibição absoluta como o antecedente tromboembólico recorrente. Na prova, pense assim: TRH é útil, mas quem já mostrou tendência clara a formar trombos merece uma linha vermelha bem visível. Em concurso, a banca gosta de trocar uma contraindicação absoluta por condições que são apenas relativas ou que dependem do controle clínico.