Quando um paciente é devidamente informado sobre determinado procedimento de saúde e autoriza sua realização, está sendo observado o princípio bioético de
- A)justiça.
Errada, porque justiça trata de distribuição equitativa de recursos e tratamento igualitário, não da decisão individual sobre um procedimento.
- B)soberania.
Errada, porque soberania não é o princípio bioético clássico cobrado nesse contexto de consentimento do paciente.
- C)autonomia.
Certa, porque a autorização após informação adequada expressa a liberdade de decisão do paciente sobre o próprio corpo.
- D)beneficência.
Errada, porque beneficência se refere a fazer o bem e buscar o melhor interesse do paciente, não ao ato de consentir.
- E)não-maleficência.
Errada, porque não-maleficência significa evitar causar dano, mas o enunciado destaca a escolha informada do paciente.
Gabarito: C
Quando o paciente recebe informações claras sobre um procedimento e, depois disso, decide se aceita ou não realizá-lo, voce está vendo o princípio da autonomia em ação. Em bioética, autonomia é a capacidade de a pessoa tomar decisões livres e conscientes sobre o próprio corpo e sua saúde, sem coerção e com informação suficiente. É o famoso "ninguém decide por mim sem me explicar direito". Esse raciocínio aparece muito na prática de enfermagem e na área da saúde em geral, porque o consentimento informado é a expressão mais clássica da autonomia. A ideia é simples: informar, esclarecer riscos, benefícios, alternativas e depois respeitar a escolha do paciente. Isso também conversa com o direito à informação e com a dignidade da pessoa humana, bases fortes do cuidado em saúde. Por isso, o gabarito é a letra C. Não basta o profissional achar que o procedimento é bom: se o paciente foi devidamente orientado e autorizou, o foco bioético está na liberdade de decisão dele. Sem autonomia, o cuidado pode até ser técnico, mas perde a dimensão ética.