Assinale a opção que indica, corretamente, o cuidado que a enfermagem deve prestar ao paciente que recebe altas doses de Citarabina (ARA C).
- A)Orientar o cliente sobre ocorrência de urina com coloração avermelhada após administração da droga.
Errada, porque urina avermelhada é efeito típico de drogas como a doxorrubicina, não da Citarabina.
- B)Instituir medidas de proteção vesical, para prevenção da cistite hemorrágica.
Errada, porque proteção vesical e prevenção de cistite hemorrágica lembram sobretudo ciclofosfamida e ifosfamida.
- C)Aplicar colírio de dexametasona 0,1% para prevenir conjuntivite química.
Certa, porque altas doses de Citarabina podem causar toxicidade ocular, e a dexametasona em colírio ajuda a prevenir conjuntivite química.
- D)Realização de ECG antes do tratamento com a droga, devido ao risco de cardiotoxicidade.
Errada, porque cardiotoxicidade com indicação de ECG não é a preocupação principal da Citarabina.
- E)Atentar para sinais e sintomas de toxicidade pulmonar e administrar oxigênio.
Errada, porque toxicidade pulmonar não é o efeito adverso clássico cobrado para a Citarabina nessa situação.
Gabarito: C
A Citarabina (Ara-C), principalmente em altas doses, é muito conhecida por causar toxicidade ocular, com quadro de conjuntivite e irritação corneana. Por isso, a enfermagem deve adotar medidas profiláticas para proteger os olhos do paciente, e uma das condutas clássicas é a administração de colírio com corticosteroide, como a dexametasona 0,1%, conforme prescrição e protocolo institucional. Esse cuidado não é detalhe de rodapé: é prevenção de um efeito adverso bem típico da droga. Em oncologia, a enfermagem precisa ficar de olho nos sinais precoces de toxicidade e agir antes que o desconforto vire lesão importante. Aqui, o foco é evitar a conjuntivite química e a inflamação ocular associada ao uso de altas doses de Citarabina. As outras alternativas trazem reações adversas de outros quimioterápicos ou situações diferentes, então acabam misturando as bolas. A banca gosta justamente disso: trocar um efeito colateral famoso de um fármaco por outro de medicamento “vizinho” no tratamento oncológico. Resumo para guardar: Citarabina em alta dose pede proteção ocular, e colírio corticoide é a medida clássica para prevenir toxicidade ocular.