A Política Estadual de Humanização na Atenção e Gestão de Saúde do SUS (PEH) do Ceará prevê a implantação da Rede Cegonha, na qual o Ceará tornou-se uma referência. A Rede Cegonha
- A)é uma estratégia para proporcionar às mulheres saúde durante o parto e o pós-parto e acompanhar o desenvolvimento da criança até os cinco anos de idade.
Errada, porque a Rede Cegonha não se limita ao parto e ao pós-parto, e o acompanhamento da criança não vai até cinco anos como regra da política.
- B)objetiva reduzir a mortalidade materna e infantil e garantir os direitos reprodutivos das mulheres, que podem exercer livremente a escolha pela interrupção da gestação.
Errada, porque a Rede Cegonha busca reduzir mortalidade materna e infantil, mas não trata a interrupção da gestação como escolha livre e irrestrita.
- C)apoia a implementação de boas práticas de atenção ao parto, entre as quais o uso rotineiro de enema e de tricotomia e a prevenção de hipotermia do bebê.
Errada, porque enema e tricotomia não são boas práticas de rotina no parto humanizado, e a rede não incentiva essas condutas.
- D)é implantada com base em indicadores epidemiológicos e na taxa de mortalidade infantil, razão de mortalidade materna e da densidade populacional.
Certa, porque a implantação da Rede Cegonha considera indicadores epidemiológicos como mortalidade infantil, mortalidade materna e densidade populacional.
- E)fomenta o acolhimento em obstetrícia e o treinamento de enfermeiras obstetras e doulas na manobra de Kristeller, para auxiliar a expulsão natural do bebê.
Errada, porque a manobra de Kristeller não é recomendada e a Rede Cegonha valoriza acolhimento e práticas baseadas em evidências, não condutas agressivas.
Gabarito: D
A Rede Cegonha foi criada no SUS para organizar a atenção à gestante, ao parto, ao puerpério e à criança pequena, garantindo cuidado contínuo, seguro e humanizado. A ideia central é simples: não basta atender na hora do parto, é preciso acompanhar toda a linha de cuidado materno-infantil, desde o pré-natal até os primeiros anos de vida da criança. Ela foi instituída no âmbito do Ministério da Saúde pela Portaria GM/MS nº 1.459/2011 e prevê uma rede organizada por critérios epidemiológicos e de necessidade do território. Por isso, a implantação leva em conta indicadores como taxa de mortalidade infantil, razão de mortalidade materna e densidade populacional, exatamente para priorizar regiões com maior vulnerabilidade. Na prática, a Rede Cegonha não tem relação com permitir interrupção livre da gestação, nem com práticas obsoletas como enema, tricotomia ou manobra de Kristeller. Pelo contrário: ela valoriza boas práticas baseadas em evidências, acolhimento, parto seguro e respeito à autonomia da mulher. Assim, o gabarito é a letra D, porque descreve corretamente o critério de implantação da rede. É o tipo de detalhe que a FGV adora: parece burocrático, mas é justamente o que cai na prova.