Um dos fatores que definem um surto de Síndrome Gripal (SG) pelo vírus Influenza é a ocorrência em ambiente fechado/restrito de pelo menos:
- A)3 casos de SG;
Correta, porque em ambiente fechado/restrito a ocorrência de pelo menos 3 casos de SG já caracteriza surto de Influenza para fins de vigilância.
- B)4 casos de SG;
Errada, porque 4 casos ultrapassa o mínimo exigido, mas o critério de surto começa antes disso.
- C)5 casos de SG;
Errada, porque 5 casos também é acima do ponto de corte, porém a definição oficial não exige tanto.
- D)8 casos de SG;
Errada, porque 8 casos é um número maior do que o necessário para configurar surto nesse cenário.
- E)10 casos de SG.
Errada, porque 10 casos é excessivo para o critério de surto em ambiente fechado/restrito.
Gabarito: A
Em vigilância epidemiológica, "surto" é o aumento de casos acima do esperado em um local e período definidos. Quando se trata de Síndrome Gripal (SG) por Influenza em ambiente fechado ou restrito, a referência usada pela vigilância é mais sensível, porque a transmissão respiratória acontece com facilidade em locais com pouca ventilação e contato próximo. Por isso, para caracterizar surto nesse contexto, basta a ocorrência de pelo menos 3 casos de SG no mesmo ambiente fechado/restrito. A lógica é simples: em lugar aglomerado, 3 pessoas com quadro compatível já acendem o alerta sanitário e pedem investigação, medida de controle e notificação conforme os fluxos de vigilância. Essa definição aparece nos manuais e notas técnicas de vigilância de influenza do Ministério da Saúde, que orientam a investigação de surtos em ambientes coletivos como escolas, creches, quartéis, instituições fechadas e similares. Não é uma regra "inventada pela banca", é o tipo de critério que a vigilância adora cobrar porque salva tempo e evita propagação. Então, se a questão fala em surto de SG por Influenza em ambiente fechado/restrito, pense no número mínimo de 3 casos. É o gatilho para a suspeita epidemiológica e para a adoção das medidas de controle.