No cateter de Swan-Ganz, a via proximal permite
- A)medir o débito cardíaco por termodiluição e a saturação de O2.
Errada, porque a termodiluição para débito cardíaco pode ser feita pelo cateter, mas a alternativa mistura funções e não descreve corretamente a via proximal.
- B)obter os valores da pressão arterial pulmonar e da pressão atrial direita.
Errada, porque a pressão arterial pulmonar é medida pela via distal, e a pressão atrial direita não é a função principal indicada assim.
- C)coletar sangue para exames e mensurar a pressão venosa central.
Certa, porque a via proximal permite coleta de sangue e mensuração da pressão venosa central.
- D)calcular a fração de ejeção ventricular e coletar sangue arterial.
Errada, porque fração de ejeção não é calculada pelo Swan-Ganz e sangue arterial não é coletado por essa via.
- E)administrar medicamentos e medir a temperatura arterial pulmonar.
Errada, porque administrar medicamentos não é a função clássica cobrada da via proximal e a temperatura arterial pulmonar não é medida dessa forma.
Gabarito: C
O cateter de Swan-Ganz, ou cateter de artéria pulmonar, é usado para monitorização hemodinâmica invasiva em pacientes críticos. Ele tem portas diferentes, e cada uma serve para uma coisa específica, então a questão gosta de trocar as funções para te confundir. A via distal fica voltada para a artéria pulmonar, enquanto a via proximal fica na posição de átrio direito, próxima à veia cava e à pressão venosa central. Na prática, a via proximal permite coletar sangue misto venoso para exames, especialmente para avaliar saturação venosa, e também medir a pressão venosa central. É exatamente por isso que o gabarito é a letra C. Se você lembrar que a via proximal "olha" para o átrio direito, fica fácil associar com PVC e coleta de sangue. Já a termodiluição para débito cardíaco costuma ser feita pelo lúmen proximal, mas o item da alternativa A mistura isso com saturação de O2 de forma imprecisa e, em prova, isso derruba a assertiva. A via distal é a que permite medir a pressão arterial pulmonar. Então, o segredo é separar: proximal, átrio direito/PVC/coleta de sangue; distal, artéria pulmonar. Não há uma base legal específica para isso, porque é conteúdo técnico-assistencial de enfermagem e monitorização hemodinâmica, mais ligado à doutrina e à prática clínica do que à legislação.