O Ministério da Saúde recomenda uma frequência de consultas de puericultura por faixa etária, para adequado acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da criança. Sobre o tema, é correto afirmar que:
- A)são recomendadas dez consultas de rotina no primeiro ano de vida;
Errada, porque o primeiro ano de vida não exige dez consultas de rotina segundo a recomendação do Ministério da Saúde.
- B)após o 2º ano de vida são recomendadas consultas anuais, próximas ao mês do aniversário;
Certa, porque após o 2º ano de vida o acompanhamento de puericultura passa a ser anual, preferencialmente próximo ao mês de aniversário.
- C)no 2º ano de vida recomendam-se três consultas (no 15º, no 18º e no 24º mês);
Errada, porque no 2º ano de vida a frequência não se resume a três consultas fixas nesses meses, já que o protocolo prevê um acompanhamento mais distribuído no período.
- D)nos primeiros 15 meses de vida, a criança deve ser acompanhada mensalmente (uma consulta por mês);
Errada, porque a criança não deve ser acompanhada mensalmente durante todos os primeiros 15 meses de vida.
- E)até o 6º mês de vida, a criança deve ser acompanhada quinzenalmente (duas consultas por mês).
Errada, porque até o 6º mês de vida não se recomenda acompanhamento quinzenal de rotina.
Gabarito: B
A puericultura é o acompanhamento sistemático da criança para avaliar crescimento, desenvolvimento, alimentação, vacinação e prevenção de agravos. A ideia do Ministério da Saúde é aumentar a frequência das consultas nos primeiros anos de vida, quando a criança muda muito rápido e qualquer desvio aparece cedo. Depois, como o ritmo de crescimento desacelera, o espaçamento das consultas também aumenta. Na orientação do Ministério da Saúde, a criança deve ter consultas mais próximas no início da vida, com várias consultas no primeiro e no segundo ano, e depois acompanhamento anual. É justamente por isso que a alternativa B está correta: após o 2º ano de vida, as consultas passam a ser anuais, preferencialmente perto do mês do aniversário, o que facilita o controle e a rotina da família. Esse padrão está alinhado às cadernetas e manuais de atenção à saúde da criança do Ministério da Saúde, que organizam o seguimento conforme a faixa etária. Em prova, a banca costuma testar exatamente essa mudança de lógica: muita vigilância no começo, depois manutenção anual. Então, a chave aqui é lembrar a curva de acompanhamento, não decorar um número solto. Se a alternativa fala em consulta anual depois dos 2 anos, você já acende a luz verde. Se inventa consulta mensal por muito tempo, quinzenal sem necessidade ou número exagerado de visitas, desconfie.