Assinale a opção que apresenta o quadro em que é contraindicado o uso do desfibrilador em crianças.
- A)Fibrilação ventricular e assistolia.
Errada, porque fibrilação ventricular é ritmo chocável, então não é contraindicação do desfibrilador.
- B)Assistolia e taquicardia ventricular sem pulso.
Errada, porque taquicardia ventricular sem pulso também é ritmo chocável e deve receber desfibrilação.
- C)Assistolia e atividade elétrica sem pulso.
Certa, porque assistolia e atividade elétrica sem pulso são ritmos não chocáveis, nos quais o desfibrilador não é indicado.
- D)Taquicardia ventricular sem pulso e fibrilação ventricular.
Errada, porque tanto a taquicardia ventricular sem pulso quanto a fibrilação ventricular são ritmos chocáveis.
- E)Fibrilação ventricular e atividade elétrica sem pulso.
Errada, porque fibrilação ventricular exige choque, enquanto atividade elétrica sem pulso não é tratada com desfibrilação, mas com RCP e adrenalina.
Gabarito: C
Na parada cardiorrespiratória em pediatria, o desfibrilador não entra em cena em qualquer ritmo. Ele é indicado quando o coração apresenta atividade elétrica caótica ou organizada sem pulso, mas que pode responder à desfibrilação apenas nos ritmos chocáveis, como fibrilação ventricular e taquicardia ventricular sem pulso. Já em ritmos não chocáveis, o choque não ajuda e só faz perder tempo precioso. Os ritmos em que o desfibrilador é contraindicado são a assistolia e a atividade elétrica sem pulso (AESP). Na assistolia, não há atividade elétrica organizada para ser revertida por choque. Na AESP, há atividade elétrica no monitor, mas o problema é mecânico ou metabólico, então o tratamento é outro: RCP de alta qualidade, adrenalina e busca da causa reversível. Por isso, o gabarito é a letra C. Ela reúne exatamente os dois ritmos não chocáveis em que não se deve usar desfibrilador em crianças. Em concursos, vale fixar a lógica simples: choque para fibrilação ventricular e taquicardia ventricular sem pulso; sem choque para assistolia e AESP. É a regra que salva tempo, e tempo salva cérebro. Como base doutrinária, esse raciocínio está alinhado aos algoritmos de Suporte Avançado de Vida em Pediatria (PALS) e às diretrizes de ressuscitação da American Heart Association, adotadas na prática clínica e cobradas em prova.