Durante a ressuscitação cardiopulmonar de um recém-nascido sem acesso venoso disponível, deve-se administrar adrenalina pelo tubo endotraqueal na seguinte proporção:
- A)0,1mg/kg.
Correta: 0,1 mg/kg é a dose indicada de adrenalina por via endotraqueal na ausência de acesso venoso no recém-nascido em RCP.
- B)0,2mg/kg.
Incorreta: 0,2 mg/kg está acima da dose recomendada para a via endotraqueal.
- C)0,3mg/kg.
Incorreta: 0,3 mg/kg também supera a dose indicada e aumenta o risco de erro em prova e na prática.
- D)0,4mg/kg.
Incorreta: 0,4 mg/kg é uma dose excessiva para administração endotraqueal no recém-nascido.
- E)0,5mg/kg.
Incorreta: 0,5 mg/kg está muito acima do recomendado e não corresponde ao protocolo de reanimação neonatal.
Gabarito: A
Na ressuscitação do recém-nascido, a adrenalina entra em cena quando a ventilação correta e as compressões já foram feitas e a frequência cardíaca continua muito baixa. Se não houver acesso venoso ou umbilical disponível, pode-se usar a via endotraqueal, que é uma alternativa de resgate enquanto você organiza a via mais eficaz. O ponto importante aqui é a dose: pelo tubo endotraqueal, a adrenalina é administrada em dose maior do que na via intravenosa, porque a absorção pela via aérea é menos previsível. Por isso, nas rotinas de reanimação neonatal, usa-se 0,1 mg/kg por via endotraqueal. É uma daquelas situações em que o tubo ajuda, mas não faz milagre sozinho. A lógica clínica é simples: primeiro você corrige ventilação e circulação básica, e só depois pensa em adrenalina. A droga não substitui a ventilação adequada, que é a principal medida na reanimação do recém-nascido. As diretrizes de reanimação neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria e do Neonatal Resuscitation Program seguem essa sequência. Assim, o gabarito A está correto porque traz exatamente a dose endotraqueal de adrenalina: 0,1 mg/kg. As demais alternativas exageram a dose e fugem do recomendado, o que em prova costuma ser o jeito clássico de tentar te derrubar.