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Enfermagem · FGV · 2021

Questão comentada de Enfermagem

Durante a ressuscitação cardiopulmonar de um recém-nascido sem acesso venoso disponível, deve-se administrar adrenalina pelo tubo endotraqueal na seguinte proporção:

Gabarito: A

Na ressuscitação do recém-nascido, a adrenalina entra em cena quando a ventilação correta e as compressões já foram feitas e a frequência cardíaca continua muito baixa. Se não houver acesso venoso ou umbilical disponível, pode-se usar a via endotraqueal, que é uma alternativa de resgate enquanto você organiza a via mais eficaz. O ponto importante aqui é a dose: pelo tubo endotraqueal, a adrenalina é administrada em dose maior do que na via intravenosa, porque a absorção pela via aérea é menos previsível. Por isso, nas rotinas de reanimação neonatal, usa-se 0,1 mg/kg por via endotraqueal. É uma daquelas situações em que o tubo ajuda, mas não faz milagre sozinho. A lógica clínica é simples: primeiro você corrige ventilação e circulação básica, e só depois pensa em adrenalina. A droga não substitui a ventilação adequada, que é a principal medida na reanimação do recém-nascido. As diretrizes de reanimação neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria e do Neonatal Resuscitation Program seguem essa sequência. Assim, o gabarito A está correto porque traz exatamente a dose endotraqueal de adrenalina: 0,1 mg/kg. As demais alternativas exageram a dose e fugem do recomendado, o que em prova costuma ser o jeito clássico de tentar te derrubar.

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