Assinale a opção que apresenta o fator relacionado ao diagnóstico de enfermagem “hiperbilirrubinemia neonatal”.
- A)Esclerótica amarelada.
Errada, porque esclerótica amarelada é um sinal clínico de icterícia, não um fator relacionado ao diagnóstico.
- B)Pele amarelo-alaranjada.
Errada, porque pele amarelo-alaranjada é manifestação da hiperbilirrubinemia, e não sua causa.
- C)Atraso na eliminação do mecônio.
Certa, porque o atraso na eliminação do mecônio aumenta a circulação entero-hepática da bilirrubina e favorece a hiperbilirrubinemia neonatal.
- D)Hematomas e equimoses na pele.
Errada, porque hematomas e equimoses podem aumentar a produção de bilirrubina, mas não são o fator clássico mais direto cobrado para esse diagnóstico.
- E)Membranas mucosas amareladas.
Errada, porque membranas mucosas amareladas são um achado de icterícia, ou seja, consequência do quadro.
Gabarito: C
A hiperbilirrubinemia neonatal acontece quando o bebê acumula bilirrubina no sangue, o que costuma aparecer como icterícia, isto é, pele e mucosas amareladas. Em recém-nascidos, isso pode ser fisiológico ou indicar algum fator associado a maior produção, menor eliminação ou dificuldade de excreção da bilirrubina. Na prática, um fator clássico ligado a esse diagnóstico é o atraso na eliminação do mecônio. Quando o intestino demora a funcionar, a bilirrubina é reabsorvida em maior quantidade, aumentando o risco de icterícia. É um raciocínio bem cobrado em prova: se o bebê não elimina mecônio como esperado, a bilirrubina pode ficar mais tempo circulando no corpo, como se o organismo estivesse "segurando" o pigmento. As alterações de cor, como esclerótica amarelada, pele amarelo-alaranjada e mucosas amareladas, são sinais clínicos de icterícia, ou seja, manifestações do problema, e não fatores relacionados ao diagnóstico. Já hematomas e equimoses podem aumentar a degradação de hemácias e contribuir para bilirrubina, mas a banca aqui buscou um fator específico e clássico do recém-nascido. Em termos doutrinários de enfermagem, isso se alinha ao raciocínio clínico usado na identificação de fatores relacionados e evidências do diagnóstico, conforme a taxonomia NANDA-I.