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Enfermagem · FGV · 2021

Questão comentada de Enfermagem

Uma criança, vítima de acidente automobilístico, apresentou equimose periorbital bilateral, sinal de Battle e otoliquorreia. Esses são sinais característicos de:

Gabarito: D

Quando uma criança sofre trauma craniano e aparecem equimose periorbital bilateral, sinal de Battle e otoliquorreia, o quadro acende um alerta bem típico de fratura de base de crânio. Esses achados não costumam surgir em uma pancada leve: eles sugerem comunicação entre o osso fraturado e estruturas da base do crânio, com extravasamento de sangue e liquido cefalorraquidiano. A equimose periorbital bilateral é o famoso "olho de guaxinim", muito associado à fratura da fossa anterior. O sinal de Battle é a equimose na região mastoidea, atrás da orelha, sugerindo fratura da fossa média. Já a otoliquorreia, isto é, saída de líquor pelo ouvido, reforça a ruptura de meninges e a presença de fratura basilar. Juntando os três sinais, a pista fica praticamente escrita em neon. Na prática, esse tipo de lesão exige atenção imediata porque há risco de hemorragia intracraniana, fístula liquórica e infecção, inclusive meningite. Em provas, a banca gosta de cobrar exatamente essa combinação de sinais clássicos para diferenciar fratura de base de crânio de outras lesões traumáticas. Por isso, o gabarito é a letra D. O raciocínio é sindrômico e clássico: sinais externos específicos do trauma craniano apontando para fratura na base do crânio, e não para quadros como concussão ou hematomas intracranianos isolados.

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