Uma criança, vítima de acidente automobilístico, apresentou equimose periorbital bilateral, sinal de Battle e otoliquorreia. Esses são sinais característicos de:
- A)concussão.
Errada, porque concussão é uma disfunção neurológica transitória após trauma, sem produzir esses sinais externos clássicos de fratura basal.
- B)lesão axional difusa
Errada, porque lesão axonal difusa causa rebaixamento de consciência importante, mas não costuma cursar com equimose periorbital, sinal de Battle e otoliquorreia.
- C)hematoma epidural.
Errada, porque hematoma epidural se relaciona mais a sangramento arterial e deterioração neurológica, não a esse conjunto típico de sinais de base de crânio.
- D)fratura de base de crânio.
Certa, porque a associação de olho de guaxinim, sinal de Battle e saída de líquor pelo ouvido é característica de fratura de base de crânio.
- E)hematoma subaracnoide.
Errada, porque hematoma subaracnoide causa irritação meníngea e cefaleia, mas não esse padrão clássico de sinais traumáticos basais.
Gabarito: D
Quando uma criança sofre trauma craniano e aparecem equimose periorbital bilateral, sinal de Battle e otoliquorreia, o quadro acende um alerta bem típico de fratura de base de crânio. Esses achados não costumam surgir em uma pancada leve: eles sugerem comunicação entre o osso fraturado e estruturas da base do crânio, com extravasamento de sangue e liquido cefalorraquidiano. A equimose periorbital bilateral é o famoso "olho de guaxinim", muito associado à fratura da fossa anterior. O sinal de Battle é a equimose na região mastoidea, atrás da orelha, sugerindo fratura da fossa média. Já a otoliquorreia, isto é, saída de líquor pelo ouvido, reforça a ruptura de meninges e a presença de fratura basilar. Juntando os três sinais, a pista fica praticamente escrita em neon. Na prática, esse tipo de lesão exige atenção imediata porque há risco de hemorragia intracraniana, fístula liquórica e infecção, inclusive meningite. Em provas, a banca gosta de cobrar exatamente essa combinação de sinais clássicos para diferenciar fratura de base de crânio de outras lesões traumáticas. Por isso, o gabarito é a letra D. O raciocínio é sindrômico e clássico: sinais externos específicos do trauma craniano apontando para fratura na base do crânio, e não para quadros como concussão ou hematomas intracranianos isolados.