Os agentes biológicos são divididos em quatro classes de risco, segundo os critérios de patogenicidade, de virulência e o modo de transmissão. De acordo com esses critérios, a Classe de Risco 2 inclui os agentes que
- A)constituem risco para o meio ambiente devido à sua capacidade de disseminação e que nunca foram descritos como causadores de doenças para o homem ou para animais.
Errada, porque descreve agentes sem registro de doença em humanos ou animais, o que não corresponde à Classe 2.
- B)causam patologias humanas ou animais, potencialmente letais, para as quais existem usualmente medidas de tratamento e/ou de prevenção.
Errada, porque fala em patologia potencialmente letal, característica de classes de risco mais altas.
- C)causam doenças graves para o homem ou para os animais e que representam um sério risco para os profissionais de laboratório e para a coletividade.
Errada, porque indica doença grave e sério risco para profissionais e coletividade, perfil de maior periculosidade que a Classe 2.
- D)provocam infecções no homem ou nos animais, com pouca probabilidade de alto risco, cujo potencial de propagação e de disseminação no meio ambiente é limitado.
Certa, porque descreve agentes que podem causar infecções, mas com baixo risco de disseminação e controle geralmente possível.
Gabarito: D
Os agentes biológicos são classificados em classes de risco para orientar a biossegurança, o tipo de contenção e as precauções no manuseio. A ideia é simples: quanto maior a capacidade de causar doença grave, se espalhar e fugir do controle, maior a classe de risco e mais rigorosas as medidas de proteção. Na Classe de Risco 2 entram os agentes que podem causar infecção em humanos ou animais, mas com probabilidade limitada de propagação no ambiente. Em geral, eles não representam um risco tão alto para a coletividade e costumam existir medidas de tratamento e/ou prevenção. Pense em algo que exige cuidado, mas não dispara o alarme máximo. Por isso, a alternativa D está correta: ela descreve exatamente agentes que provocam infecções no homem ou nos animais, com pouca probabilidade de alto risco, e com potencial de disseminação limitado. Esse é o perfil clássico da Classe 2 nas classificações usadas em biossegurança e na literatura técnica de referência, como os critérios da OMS e normas de biossegurança adotadas no Brasil. As demais alternativas descrevem classes mais baixas ou mais altas de risco. A banca gosta de trocar os conceitos de gravidade, transmissibilidade e possibilidade de controle, então vale memorizar o raciocínio: Classe 2 é doença possível, mas geralmente controlável e com disseminação limitada.