De acordo com o Ministério da Saúde, problemas no coração são a terceira maior causa de morte em recém-nascidos. Em razão disso, recomenda-se que o teste do coraçãozinho seja realizado
- A)nas primeiras 12 horas de vida.
Errada, porque o teste não é recomendado nas primeiras 12 horas, já que deve ser feito após um período de adaptação do recém-nascido.
- B)até quinze dias após o nascimento.
Errada, porque o teste não deve ser deixado para até 15 dias após o nascimento; ele precisa ser feito ainda na maternidade.
- C)ainda no hospital, entre 24 e 48 horas, após o nascimento.
Certa, porque o teste do coraçãozinho deve ser realizado no hospital, entre 24 e 48 horas após o nascimento, antes da alta.
- D)apenas se o bebê apresentar algum problema nas primeiras consultas de puericultura.
Errada, porque o teste é de rastreamento rotineiro e não depende de sinais de problema nas consultas de puericultura.
- E)em todas as consultas de puericultura, até que o bebê complete 3 anos.
Errada, porque não é um exame repetido em todas as consultas até 3 anos, e sim uma triagem neonatal feita logo após o nascimento.
Gabarito: C
O teste do coraçãozinho é o nome popular da oximetria de pulso feita no recém-nascido para rastrear cardiopatias congênitas críticas, aquelas que podem passar batidas no exame físico e piorar rápido depois da alta. A ideia é simples: medir a saturação de oxigênio e comparar os valores entre a mão direita e um dos pés, buscando sinais de alteração na circulação do bebê. Pelo Ministério da Saúde, esse teste deve ser realizado ainda na maternidade, idealmente entre 24 e 48 horas de vida, antes da alta hospitalar. Isso faz sentido porque algumas cardiopatias podem não dar sintomas logo de cara, e esperar demais pode atrasar o diagnóstico. Em outras palavras: o bebê parece bem, mas o teste ajuda a não deixar o coração brincar de esconde-esconde. A banca cobra muito esse detalhe de tempo. Se a questão fala em triagem neonatal para cardiopatia congênita, pense em teste feito no hospital, depois de um tempo mínimo de vida para evitar resultados ruins por adaptação fisiológica logo após o parto. Por isso, a alternativa C está correta: ela traz exatamente a janela recomendada de 24 a 48 horas após o nascimento. Esse é um tema alinhado às diretrizes do Ministério da Saúde para a triagem neonatal e para a detecção precoce de cardiopatias congênitas críticas, visando reduzir morbimortalidade no período neonatal.