O paciente com pulso filiforme apresenta
- A)batimento cardíaco normal.
Errada, porque batimento cardíaco normal não descreve pulso filiforme, que é fraco e de baixa amplitude.
- B)intervalos iguais entre os batimentos.
Errada, porque intervalos iguais entre os batimentos indicam regularidade do ritmo, não a fraqueza do pulso.
- C)frequência cardíaca abaixo do normal.
Errada, porque frequência cardíaca abaixo do normal se refere à bradicardia, e pulso filiforme não significa necessariamente isso.
- D)batimento fraco, quase imperceptível.
Certa, porque pulso filiforme é o pulso fraco, fino e quase imperceptível à palpação.
- E)intervalos desiguais entre os batimentos.
Errada, porque intervalos desiguais entre os batimentos indicam irregularidade do ritmo, não pulso filiforme.
Gabarito: D
Pulso filiforme é aquele pulso muito fraco, fino e de difícil palpação. Em geral, ele indica redução da força com que o sangue está sendo impulsionado pelo coração, o que pode acontecer em situações de choque, hemorragia, desidratação importante ou colapso circulatório. Na prática, é o tipo de pulso que faz o profissional ter de “caçar” a pulsação com mais atenção, porque ela quase some sob os dedos. O ponto-chave aqui é não confundir pulso filiforme com alteração da frequência cardíaca. O problema não é necessariamente bater mais rápido ou mais devagar, mas sim bater com pouca amplitude. Por isso, a descrição clássica é de um batimento fraco, quase imperceptível. Então, o gabarito D está correto porque traduz exatamente a característica do pulso filiforme: baixa intensidade, difícil percepção à palpação. Já as alternativas que falam em frequência, intervalos regulares ou irregulares tratam de outros aspectos do pulso, não da sua força. Na semiologia de enfermagem, a avaliação do pulso considera frequência, ritmo, regularidade e amplitude. Aqui, a pegadinha da banca está justamente em misturar esses conceitos. Se a questão fala em filiforme, pense primeiro em amplitude e força, não em velocidade.