Durante o atendimento a um paciente com suspeita de dengue, é importante que o profissional de saúde esteja atento aos sinais de alarme. Entre esses sinais está:
- A)taquicardia;
Taquicardia pode aparecer em febre, dor, desidratação ou choque, mas não é o sinal de alarme clássico específico da dengue.
- B)pico hipertensivo;
Pico hipertensivo não é achado típico de dengue e não integra os sinais de alarme da doença.
- C)vômito eventual;
Vômito eventual é inespecífico; o sinal de alarme é o vômito persistente, não um episódio isolado.
- D)cianose de extremidades;
Cianose de extremidades sugere hipoperfusão grave e pode ocorrer em choque, mas não é o sinal de alarme clássico listado para dengue.
- E)dor abdominal intensa e contínua.
Dor abdominal intensa e contínua é sinal de alarme da dengue e sugere risco de agravamento, exigindo vigilância imediata.
Gabarito: E
Na dengue, nem todo sintoma grave é o mesmo tipo de alarme. O profissional precisa reconhecer os sinais que sugerem maior risco de evolução para formas graves, principalmente quando a fase crítica se aproxima e o paciente pode piorar rápido, às vezes com pouca aparência de gravidade no começo. Por isso, a avaliação clínica deve ser bem atenta e repetida, porque dengue não gosta de dar aviso muito elegante. Entre os sinais de alarme, um dos mais importantes é a dor abdominal intensa e contínua. Esse achado pode indicar extravasamento de plasma, comprometimento abdominal e maior risco de choque ou evolução para dengue grave. Em geral, ele vem acompanhado de outros alertas, como vômitos persistentes, sangramentos, sonolência, agitação, hepatomegalia e aumento do hematócrito com queda de plaquetas. Esse raciocínio está alinhado aos critérios clínicos usados pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde para identificação de sinais de alarme na dengue. Na prática, isso exige observação mais cuidadosa, hidratação adequada e encaminhamento conforme a gravidade. Ou seja, dor abdominal forte e que não passa não é detalhe: é sinal para acender a luz amarela, no mínimo. Por isso, o gabarito é a alternativa E. As demais opções trazem achados que podem ocorrer em doenças diversas ou em quadros de desidratação e choque, mas não correspondem ao sinal clássico de alarme cobrado pela questão.