Um paciente com traumatismo craniano apresentou sinais característicos de fratura de base de crânio. Entre esses sinais estão:
- A)sinal de Chvostek, cefaleia intensa, tontura e vômito;
Errada, porque o sinal de Chvostek está relacionado à hipocalcemia, não à fratura de base de crânio.
- B)depressão secundária da consciência e sinal de Trousseau;
Errada, pois o sinal de Trousseau também indica hipocalcemia, e não lesão da base do crânio.
- C)otorragia, epistaxe, sinal de Battle e sinal de duplo halo;
Certa, porque otorragia, epistaxe, sinal de Battle e sinal de duplo halo são achados típicos de fratura de base de crânio.
- D)perda temporária da consciência, tríade de Charcot e náusea;
Errada, porque a tríade de Charcot é classicamente associada à colangite, não ao traumatismo craniano.
- E)hemiparesia, cefaleia intensa, sonolência e visão turva.
Errada, pois hemiparesia e sonolência são sinais neurológicos inespecíficos, mas não caracterizam por si sós fratura de base de crânio.
Gabarito: C
Fratura de base de crânio é uma lesão traumática importante porque sugere impacto forte e risco de complicações neurológicas e de vias aéreas. Na prática, alguns sinais chamam muita atenção: sangramento pelo ouvido ou pelo nariz, equimose retroauricular, e sinais de vazamento de líquor. Esse vazamento pode aparecer como o famoso “sinal do duplo halo”, em que o sangue no lençol ou gaze forma um anel central com halo claro ao redor, sugerindo mistura de sangue com líquor. Além disso, o sinal de Battle, que é a equimose na região mastoidea, é um clássico de fratura de base de crânio. É por isso que a alternativa C está correta: otorragia, epistaxe, sinal de Battle e sinal de duplo halo são achados compatíveis com esse tipo de fratura. Em provas, a banca adora trocar sinais verdadeiros por sinais de outras doenças para ver se você cai no improviso. Aqui, o raciocínio é simples: trauma craniano + sinais de sangramento e vazamento de líquor = pensar em base de crânio. Os demais itens misturam sinais que não pertencem a esse quadro, como Chvostek e Trousseau, que são ligados à hipocalcemia, e tríade de Charcot, que é de colangite. Na urgência e emergência, reconhecer esses sinais ajuda a priorizar atendimento, manter vigilância neurológica e evitar manobras inadequadas, como introduzir dispositivos em via nasal quando há suspeita de fratura de base de crânio.