Um paciente adulto, vítima de atropelamento, apresenta abertura ocular após pressão no leito ungueal, resposta verbal confusa, flexão anormal do membro superior e reatividade pupilar bilateral. De acordo com a Escala de Coma de Glasgow, a pontuação final atribuída e o grau de lesão neurológica são, respectivamente,
- A)7 – grave.
Errada: 7 pontos indicariam lesão grave, mas a soma correta dos itens é maior.
- B)8 – grave.
Errada: 8 pontos ainda ficam na faixa de lesão grave, e a soma descrita no enunciado não fecha esse total.
- C)9 – moderada.
Certa: a soma é 2 + 4 + 3 = 9, o que corresponde a lesão neurológica moderada.
- D)10 – moderada.
Errada: 10 pontos também seriam moderados, mas a soma dos achados não chega a esse valor.
- E)11 – leve.
Errada: 11 pontos seriam leves pela escala, porém o total obtido no caso é menor.
Gabarito: C
A Escala de Coma de Glasgow serve para medir o nível de consciência após um trauma, principalmente em vítimas de acidente, queda ou atropelamento. Ela soma três respostas: abertura ocular, resposta verbal e resposta motora. Quanto menor a pontuação, mais grave tende a ser a lesão neurológica. É uma ferramenta simples, mas muito cobrada em prova porque mistura observação rápida com conta básica, o que a banca adora transformar em pegadinha. No caso da questão, a abertura ocular ocorreu apenas após pressão no leito ungueal, o que vale 2 pontos. A resposta verbal confusa soma 4 pontos. A flexão anormal do membro superior corresponde a resposta motora de 3 pontos. Somando tudo: 2 + 4 + 3 = 9 pontos. Com 9 pontos, o paciente se enquadra como lesão neurológica moderada, já que a classificação clássica é: 3 a 8 grave, 9 a 12 moderada e 13 a 15 leve. A reatividade pupilar bilateral é um dado clínico importante na avaliação neurológica, mas não entra na conta da Glasgow. Em resumo: a banca quer que você some certo e classifique sem inventar moda.