Paciente de 45 anos, internado na Unidade de Terapia Intensiva com confirmação clínica e laboratorial de Febre Hemorrágica da Dengue (FHD), apresenta prova do laço positiva, petéquias, epistaxe e gengivorragia. De acordo com a classificação da OMS, esses sinais são característicos de FHD
- A)grau I.
Errada, porque o grau I tem prova do laço positiva, mas não costuma incluir sangramentos espontâneos como epistaxe e gengivorragia.
- B)grau II.
Certa, pois o grau II da OMS inclui sangramentos espontâneos além da fragilidade capilar evidenciada pela prova do laço positiva.
- C)grau III.
Errada, porque o grau III já indica choque inicial, com sinais hemodinâmicos como pulso fraco e pressão de pulso estreita.
- D)grau IV.
Errada, porque o grau IV é o choque profundo, com colapso circulatório mais grave, e isso não foi descrito no enunciado.
- E)não classificável.
Errada, porque o caso é classificável e apresenta critérios clássicos de FHD, não sendo um quadro inespecífico.
Gabarito: B
Na classificação clássica da OMS para Febre Hemorrágica da Dengue, a diferença entre os graus está principalmente na presença de sangramento e de sinais de choque. O grau I costuma ter febre e prova do laço positiva, sem sangramento espontâneo importante. Quando aparecem sangramentos espontâneos, como epistaxe, gengivorragia e petéquias, a doença sobe de categoria. É exatamente isso que acontece no caso: o paciente tem prova do laço positiva e manifestações hemorrágicas espontâneas. Como não há sinais de choque, como pulso fino, hipotensão ou extremidades frias, não se trata de grau III ou IV. Por isso, o gabarito é a letra B, porque o quadro encaixa em FHD grau II: além da evidência de fragilidade capilar, já existe sangramento espontâneo. Em prova, pense assim: grau I = prova do laço; grau II = sangramento; grau III e IV = choque. Esse padrão é o que a OMS tradicionalmente ensina nas classificações antigas da dengue hemorrágica, ainda muito cobradas em concursos.