Quando a prova de estresse de uma cintilografia do miocárdio for realizada por meio de estresse farmacológico com Dipiridamol, a droga usada para reverter os efeitos adversos desse fármaco é a
- A)adenosina.
Adenosina não reverte o dipiridamol; na prática, o dipiridamol potencializa a ação da adenosina.
- B)aminofilina.
A aminofilina é a droga usada para antagonizar os efeitos do dipiridamol e reverter suas reações adversas.
- C)dobutamina.
Dobutamina é usada para estresse farmacológico em alguns exames, mas não para reverter dipiridamol.
- D)verapamil.
Verapamil é bloqueador de canal de cálcio e não é o antídoto para os efeitos do dipiridamol.
- E)colinesterase.
Colinesterase não tem papel nessa reversão e não é usada para esse fim na cintilografia.
Gabarito: B
Na cintilografia do miocárdio com estresse farmacológico, o dipiridamol é usado para provocar vasodilatação coronariana e “simular” a necessidade de esforço. O problema é que, às vezes, ele exagera na dose do efeito e aparecem reações adversas como hipotensão, broncoespasmo, dor no peito ou mal-estar importante. Nessa hora, a equipe precisa saber o antídoto funcional para reverter o efeito do fármaco com rapidez. A droga clássica usada para reverter os efeitos adversos do dipiridamol é a aminofilina, porque ela antagoniza o aumento de adenosina induzido pelo dipiridamol. Em outras palavras: se o dipiridamol aumenta a ação da adenosina, a aminofilina entra como a “freada” que ajuda a desfazer esse efeito. É uma associação muito cobrada em farmacologia e medicina nuclear, então vale guardar sem sofrimento. Um jeito simples de lembrar é: dipiridamol causa vasodilatação por via da adenosina, e a aminofilina entra para cortar esse efeito. Não confunda com os fármacos usados para provocar estresse ou com drogas de outros contextos cardíacos. A banca gosta de trocar os papéis das medicações para ver se você está mesmo atento ao mecanismo.