Um recém-nascido prematuro, filho de mãe diabética, apresentou, algumas horas após o parto, sinais e sintomas característicos da Síndrome do Desconforto Respiratório. Assinale a opção que indica sinais característicos dessa síndrome.
- A)Gemidos expiratórios e retração esternal.
Correta, pois gemido expiratório e retração esternal são sinais clássicos de esforço respiratório na síndrome do desconforto respiratório neonatal.
- B)Murmúrios broncovesiculares e sonolência.
Incorreta, porque murmúrios broncovesiculares e sonolência não caracterizam esse quadro agudo do recém-nascido.
- C)Sibilos contínuos durante a expiração.
Incorreta, pois sibilos contínuos na expiração sugerem broncoespasmo, não a síndrome do desconforto respiratório do prematuro.
- D)Taquicardia, murmúrio vesicular e febre.
Incorreta, porque taquicardia pode ocorrer em várias situações, mas murmúrio vesicular e febre apontam mais para outros diagnósticos, como infecção.
- E)Estertores finos no final da inspiração.
Incorreta, já que estertores finos no final da inspiração são mais associados a outras condições pulmonares, não ao quadro típico do prematuro.
Gabarito: A
A Síndrome do Desconforto Respiratório no recém-nascido prematuro é clássica da imaturidade pulmonar, principalmente pela deficiência de surfactante. Sem esse “lubrificante” dos alvéolos, o pulmão fica rígido, o trabalho respiratório aumenta e o bebê passa a fazer esforço para respirar logo nas primeiras horas de vida. Em geral, você vê taquipneia, retrações, batimento de asa do nariz e gemido expiratório, que é aquele som de “tentativa de manter o pulmão aberto”. No prematuro filho de mãe diabética, o risco aumenta porque a diabetes materna pode atrasar a maturação pulmonar fetal. Então o quadro aparece cedo, com desconforto respiratório progressivo e sinais de esforço ventilatório bem típicos. Não é um quadro de chiado de asma, nem de febre infecciosa, nem de sonolência isolada. O foco aqui é a dificuldade mecânica de expandir os pulmões. O gabarito está na alternativa A porque gemidos expiratórios e retração esternal são sinais clássicos de desconforto respiratório neonatal. O gemido ajuda a gerar pressão positiva ao final da expiração, como se o bebê estivesse tentando não deixar os alvéolos colabarem. A retração esternal mostra o aumento do esforço para respirar, outro achado bem característico. Em prova, pense assim: prematuro + poucas horas de vida + dificuldade respiratória = síndrome do desconforto respiratório por deficiência de surfactante até prova em contrário. É um raciocínio bem cobrado em neonatologia, sem frescura e com muita cara de FGV.