Os medicamentos potencialmente perigosos ou de alta vigilância, são aqueles que apresentam grande risco de provocar danos significativos ao paciente quando administrados de maneira incorreta. Entre esses medicamentos estão
- A)a insulina e o diclofenaco de potássio.
Errada, porque a insulina é medicamento de alta vigilância, mas o diclofenaco de potássio não entra nessa classificação clássica.
- B)o sulfato de magnésio e o ciprofloxacino.
Errada, porque o sulfato de magnésio pode ser de alta vigilância, mas o ciprofloxacino não é exemplo típico dessa lista.
- C)a dipirona monoidratada e o sulfato de magnésio.
Errada, porque a dipirona monoidratada não é medicamento potencialmente perigoso, embora o sulfato de magnésio exija cuidado.
- D)o cloreto de sódio 20% e a glicose hipertônica 25%.
Certa, porque cloreto de sódio 20% e glicose hipertônica 25% são soluções concentradas e de alto risco, típicas de medicamentos de alta vigilância.
- E)o ibuprofeno e o cloreto de potássio 19,1%.
Errada, porque o ibuprofeno não é medicamento de alta vigilância, apesar de o cloreto de potássio em alta concentração ser um clássico de risco.
Gabarito: D
Medicamentos potencialmente perigosos, também chamados de medicamentos de alta vigilância, são aqueles em que um pequeno erro de prescrição, preparo ou administração pode causar dano grave ao paciente. Por isso, eles exigem atenção redobrada, dupla checagem e rotinas bem rígidas de segurança. Na prática da enfermagem, isso aparece muito em soluções concentradas, insulinas, anticoagulantes e eletrólitos em alta concentração. A ideia central é simples: não é que o remédio seja "proibido", mas sim que ele cobra caro quando alguém vacila. O risco está na dose, na via, na diluição e na velocidade de administração. Organismos de segurança do paciente, como o ISMP, e protocolos institucionais costumam listar esses fármacos como de alta vigilância justamente para reduzir eventos adversos evitáveis. No item da questão, o gabarito é a letra D porque tanto o cloreto de sódio 20% quanto a glicose hipertônica 25% são soluções concentradas, classicamente associadas a risco elevado de erro e dano importante se usadas de forma inadequada. Esse tipo de medicamento costuma ser guardado com controle especial e, muitas vezes, com dupla conferência na enfermagem. As demais alternativas misturam fármacos comuns do dia a dia com medicamentos que até podem exigir cuidado, mas não formam o par clássico de alta vigilância cobrado em prova. Em concurso, a banca gosta de testar justamente isso: você reconhece o medicamento de risco alto mesmo quando ele vem disfarçado no meio de opções aparentemente "normais".