A auditoria de acompanhamento tem como objetivo
- A)levantar novas não-conformidades que possam ser observadas.
Errada, porque levantar novas não conformidades é função de uma nova auditoria diagnóstica, não da auditoria de acompanhamento.
- B)concluir a análise de documentos que tenham ficado pendentes nas etapas anteriores.
Errada, pois concluir análise de documentos pendentes pertence à etapa de auditoria anterior, não ao seguimento pós-correção.
- C)confirmar a efetividade das ações corretivas ou saneadoras implementadas.
Certa, porque a auditoria de acompanhamento verifica se as ações corretivas ou saneadoras adotadas realmente funcionaram.
- D)iniciar um novo ciclo de auditoria para obtenção de novas evidências.
Errada, já que iniciar novo ciclo de auditoria é outra fase do processo, e não o objetivo da auditoria de acompanhamento.
- E)investigar denúncias realizadas durante a realização da fase analítica.
Errada, porque investigar denúncias não define a auditoria de acompanhamento; isso se relaciona a apuração específica de fatos, não à checagem de eficácia das correções.
Gabarito: C
Na auditoria em enfermagem, cada etapa tem uma função bem definida: primeiro você levanta fatos, depois analisa achados, corrige problemas e, por fim, verifica se as correções realmente funcionaram. A auditoria de acompanhamento entra justamente nessa última parte, como uma checagem de retorno. Ela não existe para “caçar” novos problemas, mas para ver se o que foi ajustado saiu do papel e produziu efeito. Em outras palavras, é o momento de perguntar: a ação corretiva resolveu mesmo a não conformidade? O processo ficou mais seguro? O prontuário, o cuidado ou o fluxo assistencial melhoraram? Se a resposta for sim, a auditoria cumpriu seu papel de fechamento do ciclo de qualidade. Por isso, o gabarito é a letra C. A auditoria de acompanhamento tem como objetivo confirmar a efetividade das ações corretivas ou saneadoras implementadas. Esse entendimento é o padrão doutrinário na gestão da qualidade: auditar depois da correção serve para validar a melhoria, e não para reabrir o diagnóstico do problema. Na prática, isso ajuda a evitar o famoso “arrumei no relatório, mas nada mudou na rotina”. Acompanhamento bom é aquele que mostra resultado concreto, com melhoria sustentada e redução da reincidência das falhas.