Na ressuscitação cardiopulmonar de um paciente com via aérea avançada recomenda-se, além das compressões contínuas,
- A)15 ventilações/minuto.
Errada: 15 ventilações por minuto é frequência alta demais para RCP com via aérea avançada e favorece hiperventilação.
- B)20 ventilações/minuto.
Errada: 20 ventilações por minuto também excede a recomendação e pode prejudicar a eficácia das compressões.
- C)25 ventilações/minuto.
Errada: 25 ventilações por minuto está muito acima do indicado e aumenta o risco de piorar a hemodinâmica da RCP.
- D)1 ventilação a cada 3 segundos.
Errada: 1 ventilação a cada 3 segundos equivale a 20 ventilações por minuto, o que é excessivo nesse cenário.
- E)1 ventilação a cada 6 segundos.
Certa: com via aérea avançada, recomenda-se ventilação assíncrona de 1 ventilação a cada 6 segundos, mantendo compressões contínuas.
Gabarito: E
Quando o paciente está em ressuscitação cardiopulmonar e já tem via aérea avançada, a lógica muda: você mantém as compressões sem pausas e faz ventilações assíncronas, sem tentar sincronizar com as compressões. A recomendação é de 1 ventilação a cada 6 segundos, o que corresponde a cerca de 10 ventilações por minuto. Isso evita hiperventilação, que piora o retorno venoso e pode atrapalhar a circulação gerada pelas compressões. A ideia é simples: com via aérea avançada, não há necessidade de parar as compressões para ventilar. Você comprime o tórax continuamente e ventila em ritmo regular, bem controlado. Se ventilar demais, o tórax enche como um balão ansioso, e o sangue volta pior para o coração. Em RCP, exagero não ajuda. Esse padrão segue as diretrizes da American Heart Association (AHA) e também é adotado nos protocolos de suporte básico e avançado de vida usados na prática assistencial. Em prova, quando aparecer via aérea avançada, pense logo em ventilação a cada 6 segundos, com compressões contínuas.