Paciente deu entrada na unidade de saúde apresentando tosse, dispneia, taquicardia, eliminação de secreção espumosa de cor rósea pela boca e estertores em base pulmonar. Esse paciente apresenta sinais característicos de
- A)enfisema pulmonar.
Errada, porque enfisema pulmonar é uma doença obstrutiva crônica, sem início súbito com espuma rósea e estertores agudos como os descritos.
- B)edema agudo de pulmão.
Certa, pois a dispneia, os estertores basais e a secreção espumosa rósea são sinais clássicos de edema agudo de pulmão.
- C)tuberculose pulmonar.
Errada, porque tuberculose pulmonar costuma ter evolução mais lenta, com tosse crônica, febre e emagrecimento, não esse quadro abrupto.
- D)infarto agudo do miocárdio.
Errada, pois o infarto pode desencadear edema agudo de pulmão, mas os sinais descritos apontam para a complicação respiratória, não para o evento cardíaco em si.
- E)tromboembolismo pulmonar.
Errada, porque tromboembolismo pulmonar geralmente causa dispneia súbita e dor torácica, mas não a secreção espumosa rósea típica do edema pulmonar.
Gabarito: B
O quadro descrito é bem típico de edema agudo de pulmão: falta de ar, taquicardia, tosse e, principalmente, secreção espumosa rósea pela boca, que costuma assustar bastante em prova e na prática também. Isso acontece porque há acúmulo rápido de líquido nos alvéolos, prejudicando a troca gasosa e deixando o paciente com estertores, geralmente em bases pulmonares, além de grande desconforto respiratório. Na urgência, esse é um quadro que exige reconhecimento imediato, porque pode evoluir com hipoxemia e insuficiência respiratória. O enfermeiro deve pensar em oxigenação, monitorização, posição adequada e acionamento rápido da equipe médica, sempre seguindo os protocolos institucionais de atendimento ao paciente crítico. Por isso o gabarito é a letra B. A secreção espumosa rósea é praticamente a assinatura clássica do edema agudo de pulmão, associada aos estertores e à dispneia. Em termos doutrinários, isso costuma aparecer ligado à congestão pulmonar por falência cardíaca esquerda, especialmente quando o coração não consegue bombear o sangue adequadamente e o líquido “vaza” para o pulmão.