Assinale a opção que apresenta os sintomas cardinais de hipertensão intracraniana na infância.
- A)Rigidez de nuca, hiperpneia e hipóxia.
Errada, porque rigidez de nuca pode ocorrer em meningite e hiperpneia/hipóxia não formam a tríade típica de hipertensão intracraniana na infância.
- B)Cegueira episódica, atonia e bradipneia.
Errada, pois cegueira episódica e atonia não são sinais cardinais clássicos do quadro, e bradipneia pode surgir em casos graves, mas não fecha a apresentação esperada.
- C)Hipertermia, agitação e confusão mental.
Errada, porque hipertermia, agitação e confusão mental são inespecíficos e sugerem outros quadros sistêmicos ou neurológicos, não a tríade clássica cobrada.
- D)Cefaleia, vômito e distúrbio da marcha.
Certa, pois cefaleia, vômito e distúrbio da marcha são manifestações compatíveis com hipertensão intracraniana na infância, refletindo aumento da pressão e disfunção neurológica.
- E)Bradicardia, hipertensão arterial e diplopia.
Errada, porque bradicardia e hipertensão arterial podem aparecer na hipertensão intracraniana avançada, mas diplopia isolada não compõe a tríade cardinal exigida na questão.
Gabarito: D
A hipertensão intracraniana na infância costuma aparecer com um trio que merece atenção: cefaleia, vômitos e alteração neurológica, como distúrbio da marcha ou da coordenação. Em crianças menores, os sinais podem ser mais discretos e o quadro pode vir com irritabilidade, sonolência, aumento do perímetro cefálico e fontanela abaulada, então o exame clínico precisa ser bem caprichado. A lógica é simples: quando a pressão dentro do crânio sobe, o cérebro e suas estruturas sofrem compressão e isso se manifesta por dor de cabeça, vômitos em jato e sinais de disfunção neurológica focal ou global. O distúrbio da marcha entra justamente como esse sinal de comprometimento neurológico, o que ajuda a fechar a tríade cobrada pela banca. O gabarito é a letra D porque reúne sintomas clássicos e compatíveis com hipertensão intracraniana na infância: cefaleia, vômito e alteração da marcha. É o tipo de questão que a FGV gosta: mistura um sintoma bem típico com outros que parecem “neurológicos”, mas só uma alternativa realmente traduz o quadro de pressão intracraniana elevada. Como referência doutrinária, esse é um conjunto de sinais bem descrito na semiologia pediátrica e nos manuais de neuroclínica infantil, sem depender de fundamento legal ou jurisprudencial, porque aqui o foco é assistencial e diagnóstico.