Um paciente adulto, com taxa de filtração glomerular entre 30 e 44 mL/min/1,73m2 apresenta Doença Renal Crônica com as seguintes características e estadiamento:
- A)lesão com função renal normal (estágio 1).
Errada, porque estágio 1 exige TFG normal ou elevada, com evidência de lesão renal, e não uma TFG já reduzida nesse intervalo.
- B)insuficiência renal leve (estágio 2).
Errada, porque estágio 2 corresponde a redução leve da função renal, acima da faixa informada no enunciado.
- C)insuficiência renal moderada (estágio 3)
Certa, porque TFG entre 30 e 44 mL/min/1,73 m² caracteriza DRC moderada, correspondente ao estágio 3.
- D)insuficiência renal clínica (estágio 4).
Errada, porque estágio 4 é insuficiência renal grave, com TFG menor do que a faixa apresentada.
- E)insuficiência renal terminal (estágio 5).
Errada, porque estágio 5 é insuficiência renal terminal, geralmente com TFG muito abaixo do valor citado e necessidade de terapia substitutiva renal.
Gabarito: C
Na Doença Renal Crônica, o estadiamento mais usado leva em conta a taxa de filtração glomerular (TFG), porque ela ajuda a medir o quanto o rim ainda consegue filtrar o sangue. Em prova, vale decorar a faixa: estágio 1 é TFG normal ou aumentada com lesão renal, estágio 2 é leve redução, estágio 3 é redução moderada, estágio 4 é redução grave e estágio 5 é falência renal. Quando a TFG fica entre 30 e 44 mL/min/1,73 m², o paciente entra no estágio 3 da DRC, mais precisamente no subestágio 3b. A banca costuma cobrar a faixa em bloco, sem drama e sem piedade: 30 a 44 aponta para insuficiência renal moderada. Por isso o gabarito é a alternativa C. As demais opções erram o grau de comprometimento renal, geralmente por confundir estágio inicial com redução leve, ou por empurrar o caso para fases mais avançadas do que o valor da TFG permite. Como referência doutrinária, essa classificação segue os critérios amplamente adotados pelas diretrizes nefrológicas, como as da KDIGO, que organizam a DRC pelo nível de TFG e pela presença de lesão renal.