Um fator de risco para nefrotoxidade, em pacientes submetidos à angiografia cardíaca com contraste iodado, é o valor da creatinina sérica maior que
- A)0,5 mg/dL.
Errada, porque 0,5 mg/dL é um valor baixo e não caracteriza risco aumentado de nefrotoxicidade.
- B)1,0 mg/dL.
Errada, pois 1,0 mg/dL ainda não é o ponto de corte clássico usado para risco renal por contraste.
- C)1,2 mg/dL.
Errada, porque 1,2 mg/dL pode chamar atenção em alguns contextos, mas não é o limiar tradicional cobrado.
- D)1,3 mg/dL.
Errada, já que 1,3 mg/dL ainda fica abaixo do valor de referência mais associado ao risco significativo.
- E)1,5 mg/dL.
Certa, porque creatinina sérica maior que 1,5 mg/dL é um fator de risco clássico para nefrotoxicidade por contraste iodado.
Gabarito: E
Na angiografia cardíaca com contraste iodado, a nefrotoxicidade associada ao contraste é uma preocupação clássica, especialmente em pacientes com função renal já comprometida. Entre os fatores de risco, a creatinina sérica elevada chama atenção porque sugere menor reserva renal para lidar com a carga do contraste. Em prova, o ponto cobrado costuma ser o valor de referência acima do qual o risco aumenta de forma relevante. O gabarito está correto porque creatinina sérica maior que 1,5 mg/dL é um marcador tradicional de maior risco para nefropatia induzida por contraste. Não é um número aleatório: acima desse patamar, o rim já costuma estar mais vulnerável à redução de perfusão e ao efeito tóxico direto do contraste. Em outras palavras, o rim já está pedindo férias e ainda recebe trabalho extra. Além da creatinina elevada, também aumentam o risco: diabetes, desidratação, idade avançada, insuficiência cardíaca e uso de contraste em grande volume. Por isso, na prática e nas provas, prevenção é palavra-chave: hidratação adequada, uso da menor dose possível de contraste e avaliação prévia da função renal. Resumo para memorizar: creatinina sérica acima de 1,5 mg/dL é um sinal clássico de risco para nefrotoxicidade por contraste iodado. Esse é um conteúdo muito alinhado à prática clínica e ao raciocínio de segurança do paciente, que a FGV gosta de cobrar com números objetivos.