Um paciente de 30 anos, acompanhado em ambulatório, tem apresentado os seguintes valores de pressão arterial: PAS entre 160 e 179 mmHg e PAD entre 100 e 109 mmHg. Considerando os critérios estabelecidos pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, esses valores são classificados como
- A)pré-hipertensão.
Errada, porque pré-hipertensão corresponde a valores bem menores, abaixo da faixa de hipertensão.
- B)hipertensão estágio 1.
Errada, porque hipertensão estágio 1 vai até 159/99 mmHg, e os valores da questão estão acima disso.
- C)hipertensão estágio 2.
Certa, porque PAS de 160 a 179 mmHg ou PAD de 100 a 109 mmHg caracteriza hipertensão estágio 2 pela classificação da SBC.
- D)hipertensão estágio 3.
Errada, porque hipertensão estágio 3 exige valores ainda mais altos, acima da faixa apresentada no enunciado.
Gabarito: C
Na classificação da pressão arterial, a Sociedade Brasileira de Cardiologia separa os valores em faixas para facilitar a identificação da gravidade e a conduta. Aqui, a pressão sistólica entre 160 e 179 mmHg e a diastólica entre 100 e 109 mmHg já saem da zona de alerta leve e entram em um patamar mais elevado de hipertensão. O ponto principal é que a classificação considera o valor mais alto entre a sistólica e a diastólica dentro da faixa correspondente. Quando a PAS está entre 160 e 179 mmHg ou a PAD entre 100 e 109 mmHg, o enquadramento é hipertensão estágio 2. Não precisa “somar” os números nem achar que basta estar abaixo de 180 para ser estágio 1 - a faixa já define o estágio. Isso segue a classificação adotada pelas diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia para a prática clínica. Em prova, a banca costuma cobrar a leitura seca da tabela, então vale decorar a lógica das faixas de pressão. Por isso, o gabarito é a alternativa C. Os valores informados se encaixam exatamente no intervalo de hipertensão estágio 2.