Um dos cuidados que se deve ter com paciente em uso de digitálicos é não os administrar se a frequência cardíaca estiver abaixo de
- A)60 bpm.
Correta, porque abaixo de 60 bpm em adultos é o limite clássico para não administrar digitálicos devido ao risco de bradicardia e bloqueio.
- B)70 bpm.
Errada, pois 70 bpm ainda está acima do ponto de corte mais cobrado para suspensão do digitálico.
- C)75 bpm.
Errada, porque 75 bpm é um valor muito alto para esse critério e não corresponde à recomendação usual.
- D)80 bpm.
Errada, já que 80 bpm está bem acima do limite de segurança usado na prática e em provas.
- E)90 bpm.
Errada, porque 90 bpm não indica bradicardia e, portanto, não é um parâmetro para reter o digitálico.
Gabarito: A
Os digitálicos, como a digoxina, exigem vigilância da frequência cardíaca antes da administração porque podem reduzir ainda mais a condução e piorar uma bradicardia já existente. Na prática de enfermagem, a ideia é simples: se o pulso estiver lento demais, você segura a dose e comunica a equipe, porque o remédio pode deprimir o nó AV e desencadear efeitos adversos importantes. O ponto clássico cobrado em prova é não administrar o digitálico se a frequência cardíaca estiver abaixo de 60 bpm em adultos. Esse limite aparece em rotinas assistenciais e em referências de farmacologia e enfermagem, justamente por causa do risco de intoxicação digitálica e de agravamento de bloqueios e bradicardia. Então, no enunciado, o gabarito A está correto porque 60 bpm é o valor de referência mais usado para suspensão/retensão do medicamento antes da administração. A lógica é de segurança: primeiro avalia, depois medicamenta. Em paciente em uso de digoxina, pulso é dado que você respeita, não é para passar batido. Em resumo: digitálico + pulso baixo = atenção máxima. Além da frequência, a enfermagem também deve observar náuseas, vômitos, visão turva, confusão e alterações no ECG, que podem sugerir toxicidade. Quando houver dúvida, a conduta segura é reavaliar e comunicar.