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Enfermagem · FGV · 2021

Questão comentada de Enfermagem

Um dos cuidados que se deve ter com paciente em uso de digitálicos é não os administrar se a frequência cardíaca estiver abaixo de

Gabarito: A

Os digitálicos, como a digoxina, exigem vigilância da frequência cardíaca antes da administração porque podem reduzir ainda mais a condução e piorar uma bradicardia já existente. Na prática de enfermagem, a ideia é simples: se o pulso estiver lento demais, você segura a dose e comunica a equipe, porque o remédio pode deprimir o nó AV e desencadear efeitos adversos importantes. O ponto clássico cobrado em prova é não administrar o digitálico se a frequência cardíaca estiver abaixo de 60 bpm em adultos. Esse limite aparece em rotinas assistenciais e em referências de farmacologia e enfermagem, justamente por causa do risco de intoxicação digitálica e de agravamento de bloqueios e bradicardia. Então, no enunciado, o gabarito A está correto porque 60 bpm é o valor de referência mais usado para suspensão/retensão do medicamento antes da administração. A lógica é de segurança: primeiro avalia, depois medicamenta. Em paciente em uso de digoxina, pulso é dado que você respeita, não é para passar batido. Em resumo: digitálico + pulso baixo = atenção máxima. Além da frequência, a enfermagem também deve observar náuseas, vômitos, visão turva, confusão e alterações no ECG, que podem sugerir toxicidade. Quando houver dúvida, a conduta segura é reavaliar e comunicar.

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