A equipe do serviço de saúde de uma instituição organizou um evento com o objetivo de fornecer orientações e tirar dúvidas a respeito do câncer de mama (sinais e sintomas, fatores de risco e detecção precoce, etc.). Uma das orientações/informações corretas é:
- A)qualquer caroço na mama em mulheres com mais de 50 anos deve ser investigado;
Certa: em mulheres acima de 50 anos, qualquer nódulo mamário deve ser investigado por ser achado suspeito.
- B)a maioria dos casos de câncer de mama estão relacionados a fatores genéticos e hereditários;
Errada: a maioria dos casos de câncer de mama não é hereditária; a maior parte é esporádica.
- C)o uso de contraceptivos orais por tempo prolongado é um fator de proteção contra o câncer de mama;
Errada: uso prolongado de contraceptivos orais não é fator de proteção contra câncer de mama.
- D)mulheres entre 40 e 69 anos devem fazer uma mamografia a cada ano;
Errada: a mamografia de rastreamento não é, de forma geral, anual dos 40 aos 69 anos; isso contraria as diretrizes usuais do SUS/INCA.
- E)a Terapia de Reposição Hormonal (TRH) por mais de cinco anos diminui o risco de desenvolver câncer de mama.
Errada: a TRH por tempo prolongado não diminui o risco de câncer de mama; pode até aumentá-lo, dependendo do esquema e do tempo de uso.
Gabarito: A
No câncer de mama, a regra de ouro é simples: achou algo diferente na mama, não ignore. Caroço endurecido, retração da pele, saída de secreção pelo mamilo, alteração no formato da mama ou vermelhidão persistente merecem avaliação. A detecção precoce aumenta muito a chance de tratamento bem-sucedido, então orientação em saúde da mulher sempre bate nessa tecla: observar mudanças e procurar atendimento sem demora. O item A está correto porque, em mulheres com mais de 50 anos, qualquer nódulo mamário deve ser investigado. Nessa faixa etária o risco de câncer de mama é maior, e a presença de um caroço não pode ser tratada como algo “normal da idade” ou presumidamente benigno. Na prática, o nódulo precisa de exame clínico e, conforme o caso, mamografia e outros exames complementares. Os demais itens tentam confundir com ideias que parecem plausíveis, mas estão erradas. Nem a maioria dos casos é genética, nem contraceptivo oral prolongado protege contra câncer de mama, nem a TRH por mais de cinco anos reduz risco. E a mamografia de rastreamento no SUS não é indicada anualmente de 40 a 69 anos de forma geral; a recomendação de rotina varia conforme o protocolo adotado, com rastreamento populacional mais consolidado entre 50 e 69 anos, em geral a cada 2 anos, segundo o INCA e as diretrizes do Ministério da Saúde. Resumo para prova: na suspeita de câncer de mama, você não “observa para ver se some” por muito tempo. Caroço novo, sobretudo em idade de maior risco, merece investigação. O foco é detectar cedo, e não torcer para ser só um susto.