A relação PaO2/FiO2 é um dos critérios utilizados para classificar a síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) em leve, moderada ou grave. Assinale a opção que indica essa relação em SDRA leves.
- A)<50mmHg.
Errada, porque PaO2/FiO2 menor que 50 mmHg indica hipoxemia extrema e não corresponde à classificação de SDRA leve.
- B)<100 mmHg.
Errada, porque PaO2/FiO2 menor que 100 mmHg se enquadra em SDRA grave, não leve.
- C)> 200mmHg e <300mmHg.
Certa, porque na SDRA leve a relação PaO2/FiO2 fica entre 200 e 300 mmHg.
- D)entre 50mmHg e 100mmHg.
Errada, porque a faixa entre 50 e 100 mmHg indica quadro grave, não leve.
- E)entre 100mmHg e 200mmHg.
Errada, porque entre 100 e 200 mmHg corresponde à SDRA moderada, não leve.
Gabarito: C
A relação PaO2/FiO2 é um jeito simples de medir o quanto a oxigenação do sangue está ruim na síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA). Você compara a pressão arterial de oxigênio (PaO2) com a fração inspirada de oxigênio (FiO2) recebida pelo paciente, e quanto menor essa relação, pior a troca gasosa. Na prática, é um número que ajuda a classificar a gravidade e orientar a condução clínica. Pela definição de Berlim, usada amplamente na abordagem da SDRA, a forma leve ocorre quando a relação PaO2/FiO2 está entre 200 e 300 mmHg, considerando PEEP ou CPAP de pelo menos 5 cmH2O. A forma moderada fica entre 100 e 200 mmHg, e a grave é menor ou igual a 100 mmHg. Ou seja, quanto mais cai o índice, mais grave é o quadro respiratório. Por isso, o gabarito é a alternativa C. Ela traz exatamente a faixa da SDRA leve, que é maior que 200 mmHg e menor que 300 mmHg. As demais alternativas descrevem faixas de gravidade maior ou valores que não correspondem à classificação usada na síndrome. Em prova, vale guardar a lógica: "200 a 300 é leve, 100 a 200 é moderada, abaixo de 100 é grave". Esse trio costuma aparecer bastante em questões de urgência e emergência, e a banca gosta de trocar os intervalos para ver se você escorrega na interpretação.