Considerando os critérios usados para a classificação da pressão arterial (PA), um paciente adulto com PA de 165 x 100 mmHg apresenta
- A)pressão limítrofe.
Errada, porque 165 x 100 mmHg está muito acima da faixa limítrofe, que não alcança esses valores.
- B)hipertensão estágio 1.
Errada, porque hipertensão estágio 1 fica em faixas menores do que 165 x 100 mmHg.
- C)hipertensão estágio 2.
Certa, porque 165 mmHg de sistólica e 100 mmHg de diastólica se enquadram na faixa de hipertensão estágio 2.
- D)hipertensão estágio 3.
Errada, porque hipertensão estágio 3 exige valores mais altos do que os apresentados no enunciado.
- E)hipertensão estágio 4.
Errada, porque não existe essa classificação na tabela habitual de classificação da pressão arterial cobrada em provas.
Gabarito: C
A classificação da pressão arterial considera os valores de pressão sistólica e diastólica, e o paciente é enquadrado no estágio mais alto alcançado por qualquer uma delas. Em prova, isso é o que mais derruba: a pessoa olha só a sistólica ou só a diastólica e escorrega no item. Aqui, 165 x 100 mmHg entra em faixa hipertensiva relevante, porque tanto a sistólica quanto a diastólica já estão elevadas. Pelos critérios clássicos usados em muitas questões de concurso, a PA de 160 a 179 mmHg de sistólica ou 100 a 109 mmHg de diastólica corresponde à hipertensão estágio 2. Como o paciente tem 165 de sistólica e 100 de diastólica, ele se encaixa exatamente nesse estágio. Ou seja, não é pressão limítrofe nem hipertensão leve. Também não chega aos valores mais altos dos estágios mais graves, que exigem números ainda maiores. Em resumo: a leitura da PA deve ser feita pelo pior componente, e aqui o quadro é de hipertensão estágio 2. A lógica cobrada é alinhada com as classificações tradicionais de diretrizes de hipertensão arterial usadas em provas, como as diretrizes brasileiras de hipertensão arterial. Em concurso, a banca costuma cobrar a tabela seca, então vale decorar os cortes.