Entre as metas hemodinâmicas, no pós-operatório de uma cirurgia cardíaca, estão
- A)PAS 100-130mmHg e PAM > 60 mmHg.
Correta: PAS 100-130 mmHg e PAM > 60 mmHg estão dentro de metas hemodinâmicas aceitáveis no pós-operatório de cirurgia cardíaca.
- B)FC > 100bpm e diurese > 1mL/kg/h.
Errada: FC > 100 bpm sugere taquicardia e diurese > 1 mL/kg/h isoladamente não define meta hemodinâmica dessa forma.
- C)Lactato arterial > 18 mg/ d L e FC < 80bpm.
Errada: lactato arterial deve estar baixo, não elevado, e essa combinação descreve pior perfusão, não objetivo terapêutico.
- D)GAP CO2 > 9 e IC < 2,5 L/min/m2.
Errada: GAP CO2 > 9 e IC < 2,5 L/min/m2 indicam baixo fluxo e hipoperfusão, portanto são achados desfavoráveis.
- E)Diurese < 1mL/kg/h e SvcO2 < 70%.
Errada: diurese < 1 mL/kg/h e SvcO2 < 70% sugerem perfusão inadequada e baixo débito, não meta desejada.
Gabarito: A
No pós-operatório de cirurgia cardíaca, a equipe monitora metas hemodinâmicas para garantir perfusão adequada dos órgãos e evitar complicações como choque, baixo débito cardíaco e lesão renal. Na prática, o raciocínio é simples: pressão suficiente para perfundir, frequência cardíaca controlada, diurese preservada e marcadores de perfusão sem sinais de sofrimento. Entre os parâmetros usados, a pressão arterial sistólica em faixa segura e a pressão arterial média acima de um nível mínimo são importantes para manter a perfusão tecidual. A PAM costuma ser o número mais valorizado na UTI, porque ela conversa diretamente com a irrigação dos órgãos. Se a pressão cai demais, os órgãos reclamam rápido, e a primeira vítima costuma ser o rim. Por isso, o gabarito A está correto: PAS entre 100 e 130 mmHg e PAM maior que 60 mmHg representam meta compatível com estabilidade hemodinâmica no pós-operatório. É uma faixa que busca equilíbrio entre perfusão e segurança, evitando tanto hipotensão quanto hipertensão, que podem sangrar a sutura ou comprometer órgãos. Já os outros itens trazem combinações de alerta, não de meta. Taquicardia, lactato alto, gap de CO2 elevado, índice cardíaco baixo, diurese reduzida e SvcO2 baixa apontam para hipoperfusão ou baixo débito. Em provas, a banca gosta de misturar parâmetro bom com outro ruim para ver se você separa meta de sinal de piora.