Ao avaliar um recém-nascido internado na UTI neonatal, o Enfermeiro chegou ao diagnóstico “troca de gases prejudicada”. De acordo com o modelo proposto pela CIPE®, na construção desse diagnóstico foram usados os eixos
- A)cliente e tempo.
Errada, porque cliente e tempo não compõem a estrutura desse diagnóstico na CIPE®.
- B)ação e julgamento.
Errada, porque ação e julgamento são eixos mais ligados a intervenções e não à formulação do diagnóstico apresentado.
- C)meio e localização.
Errada, porque meio e localização não formam a combinação usada para esse enunciado diagnóstico.
- D)foco e julgamento.
Certa, porque "troca de gases" é o foco e "prejudicada" é o julgamento.
- E)localização e foco.
Errada, porque localização e foco não expressam a construção diagnóstica mostrada no enunciado.
Gabarito: D
Na CIPE®, os diagnósticos de enfermagem são montados pela combinação de eixos, e os mais importantes nessa construção são o eixo foco e o eixo julgamento. O foco indica o que está sendo observado ou cuidado, enquanto o julgamento mostra a avaliação feita sobre esse foco, como normal, prejudicado, aumentado, diminuído, entre outros. Na expressão "troca de gases prejudicada", o termo "troca de gases" é o foco, porque aponta a função ou fenômeno avaliado. Já "prejudicada" é o julgamento, pois descreve como essa função está naquele paciente. É como dizer: "o que eu estou avaliando" e "como isso está". Por isso, o gabarito é a alternativa D. Esse padrão é exatamente o esperado na classificação CIPE®, que organiza os diagnósticos a partir da combinação entre um foco clínico e um qualificativo de julgamento. Em prova, vale guardar a lógica: se a frase traz um problema ou alteração de algo, normalmente você está diante de foco + julgamento. Aqui, não há ação, nem localização, nem cliente, mas sim uma avaliação de uma função específica do organismo.