No tratamento de hipotensão severa e choque, refratários à ressuscitação volêmica, a droga de primeira escolha é a
- A)atropina
Atropina é usada principalmente em bradicardia, não sendo a droga de escolha para choque refratário à reposição volêmica.
- B)efedrina.
Efedrina pode aumentar pressão em alguns contextos, mas não é o vasopressor de primeira linha no choque grave refratário.
- C)epinefrina.
Epinefrina tem ação vasopressora e inotrópica, mas não é a primeira escolha padrão para esse quadro geral.
- D)dobutamina.
Dobutamina é mais útil quando há baixo débito com necessidade de suporte inotrópico, e não como primeira escolha para elevar a pressão em choque refratário.
- E)noradrenalina.
Noradrenalina é o vasopressor de primeira linha no choque com hipotensão persistente após ressuscitação volêmica, por seu forte efeito vasoconstritor.
Gabarito: E
Quando a hipotensão é grave e evolui para choque, e isso não melhora mesmo depois da reposição de volume, o foco muda: já não basta "encher o tanque", é preciso usar um vasoativo para sustentar a perfusão. Nesse cenário, a droga de primeira escolha é a noradrenalina, porque ela aumenta principalmente a resistência vascular periférica por efeito alfa-adrenérgico, elevando a pressão arterial de forma mais eficiente e previsível. A ideia aqui é simples: se o paciente continua mal mesmo após volume adequado, o problema não é só falta de líquido, mas colapso da circulação. A noradrenalina age bem nesse contexto porque vasoconstri, melhora a pressão e ajuda a manter a perfusão dos órgãos vitais. É por isso que ela é a favorita em choque vasodilatado, especialmente no choque séptico, e aparece como vasopressor de primeira linha nas diretrizes clínicas. As outras opções têm usos diferentes. Algumas aceleram o coração, outras tratam bradicardia, mas nenhuma é a escolha clássica para choque refratário à expansão volêmica. Em prova, a banca costuma testar exatamente essa distinção: volume primeiro, vasopressor depois, e nem todo remédio que "aumenta a pressão" é o mais indicado. Resumo de prova: hipotensão severa e choque sem resposta à ressuscitação volêmica pedem noradrenalina. Esse é o padrão consagrado em diretrizes de terapia intensiva, e é esse raciocínio que a FGV costuma cobrar.