Recomenda-se reposição de bicarbonato para todos os pacientes com doença renal crônica em estágio 4 que apresentem nível sérico de bicarbonato abaixo de
- A)22 mEq/L.
Correta: abaixo de 22 mEq/L é o ponto de corte clássico para considerar reposição de bicarbonato na DRC avançada.
- B)25 mEq/L.
Incorreta: 25 mEq/L está acima do limiar usado para indicar reposição e não define acidose metabólica nessa abordagem.
- C)28 mEq/L.
Incorreta: 28 mEq/L é valor normal ou até alto para esse contexto, longe do corte de tratamento.
- D)30 mEq/L.
Incorreta: 30 mEq/L não corresponde ao critério de reposição e sugeriria bicarbonato normalizado ou elevado.
- E)32 mEq/L.
Incorreta: 32 mEq/L é valor ainda mais alto e não tem relação com a indicação terapêutica cobrada.
Gabarito: A
Na doença renal crônica, o rim perde a capacidade de manter o equilíbrio ácido-base, e isso favorece a acidose metabólica. Em termos práticos, o bicarbonato sérico cai e o paciente pode ter piora de catabolismo, perda óssea e progressão mais rápida da doença renal. Por isso, a reposição de bicarbonato é considerada quando o nível está abaixo do ponto de corte usado nas diretrizes, especialmente na DRC estágio 4. O valor clássico cobrado em prova é 22 mEq/L. A lógica é simples: abaixo disso, o organismo já está com reserva alcalina insuficiente, e a suplementação ajuda a corrigir a acidose metabólica e a reduzir complicações. Em prova da FGV, esse tipo de corte numérico costuma aparecer de forma direta, sem muita firula - ela quer mesmo o número exato. Então, o gabarito A está correto porque bicarbonato sérico menor que 22 mEq/L é a referência tradicional para indicar reposição em pacientes com DRC avançada. Esse é o ponto que você precisa guardar na memória de curto prazo para não cair na armadilha dos valores mais altos, que parecem plausíveis, mas não são o corte clássico.