O uso de betabloqueadores é contraindicado em pacientes com
- A)classe Killip I.
Errada, porque classe Killip I indica menor gravidade clínica, não sendo contraindicação típica para betabloqueadores.
- B)histórico de asma.
Certa, porque histórico de asma aumenta o risco de broncoespasmo com betabloqueadores, especialmente os não seletivos.
- C)frequência cardíaca > 60 bpm.
Errada, porque frequência cardíaca acima de 60 bpm não é contraindicação; o problema seria bradicardia, não essa faixa.
- D)pressão sistólica > 100 mmHg.
Errada, porque pressão sistólica acima de 100 mmHg sugere estabilidade hemodinâmica e não contraindicação por si só.
- E)intervalo PR < 0,24 segundos.
Errada, porque intervalo PR menor que 0,24 s não é o achado clássico que contraindica betabloqueadores; a preocupação maior é bloqueio AV e bradicardia.
Gabarito: B
Betabloqueadores reduzem a frequência cardíaca, a força de contração e o consumo de oxigênio do coração, por isso são muito usados em várias situações cardiovasculares. Mas eles não são “amigos” do paciente com broncoespasmo: ao bloquear receptores beta-2, especialmente os não seletivos, podem provocar ou piorar crise de asma. É por isso que a presença de histórico de asma é uma contraindicação clássica, ou pelo menos uma forte cautela dependendo da seletividade do fármaco e da gravidade do quadro. Na prática, a banca costuma cobrar esse ponto direto: betabloqueador e asma não combinam bem. O risco é o broncoespasmo, que pode ser sério e até difícil de reverter. Então, se o enunciado pergunta em quem o uso é contraindicado, o histórico de asma é a resposta mais segura. As demais alternativas tentam confundir com parâmetros de segurança hemodinâmica e elétrica, mas não representam contraindicação típica por si só. Frequência cardíaca acima de 60 bpm e pressão sistólica acima de 100 mmHg, por exemplo, até sugerem que o paciente pode estar estável para uso, dependendo do contexto clínico. Intervalo PR curto também não é o problema clássico aqui. Resumo para guardar: betabloqueador exige atenção em bradicardia, bloqueio AV, choque, insuficiência cardíaca descompensada e, principalmente, asma ou broncoespasmo. Na linguagem de prova, asma é a bandeira vermelha mais cobrada.