Na ressuscitação cardiopulmonar de uma criança que pesa 10kg, a primeira dose de epinefrina endovenosa deve ser de
- A)0,1 mg.
Correta, porque a dose endovenosa de epinefrina na PCR pediátrica é 0,01 mg/kg, e para 10 kg isso resulta em 0,1 mg.
- B)0,01 mg.
Errada, porque 0,01 mg seria a dose total de uma criança de 1 kg, e não de 10 kg.
- C)0,2 mg.
Errada, porque 0,2 mg corresponde ao dobro da dose calculada para 10 kg.
- D)0,02 mg.
Errada, porque 0,02 mg ainda está abaixo da dose recomendada para uma criança de 10 kg.
- E)0,5 mg.
Errada, porque 0,5 mg é uma dose muito acima da indicada para epinefrina endovenosa em PCR pediátrica.
Gabarito: A
Na parada cardiorrespiratória pediátrica, a epinefrina endovenosa é usada em dose de 0,01 mg/kg, geralmente na apresentação 1:10.000. Em criança de 10 kg, isso dá 0,1 mg na primeira dose. A conta é simples: 0,01 x 10 = 0,1. Nada de adivinhar no susto, porque em reanimação o peso manda no jogo. Essa é a lógica dos protocolos de suporte avançado de vida em pediatria, como o PALS e os manuais de ressuscitação, que orientam epinefrina IV/IO na dose de 0,01 mg/kg a cada 3 a 5 minutos durante a PCR. Ou seja, você não usa a dose em mg “solta”, mas calcula pelo peso da criança. Um detalhe que costuma confundir: a dose por via endovenosa é bem diferente da dose por via endotraqueal, que é maior e hoje é menos preferida. Então, se a questão fala explicitamente em epinefrina endovenosa, a referência é a dose baixa e precisa, baseada em peso. Por isso, o gabarito A está correto: 10 kg x 0,01 mg/kg = 0,1 mg. Em prova, esse tipo de questão gosta de testar se você lembra a regra ou cai na tentação de chutar uma dose “redondinha”.