No atendimento a uma gestante com quadro de emergência hipertensiva, a droga de primeira escolha para o controle da pressão arterial deve ser
- A)captopril.
Errada, porque o captopril é contraindicado na gestação por risco fetal, especialmente no sistema renal e no desenvolvimento do feto.
- B)metildopa.
Errada, porque a metildopa é usada principalmente no controle crônico da hipertensão na gravidez, e não como droga de emergência.
- C)hidralazina.
Certa, porque a hidralazina é uma opção clássica para controle agudo da pressão arterial na gestante com emergência hipertensiva.
- D)sulfato de magnésio.
Errada, porque o sulfato de magnésio previne e trata convulsões na pré-eclâmpsia/eclâmpsia, mas não é anti-hipertensivo de primeira linha.
- E)nitroprussiato de sódio.
Errada, porque o nitroprussiato de sódio não é primeira escolha na gestação devido ao risco de toxicidade e uso reservado para situações excepcionais.
Gabarito: C
Na gestante com emergência hipertensiva, a prioridade é baixar a pressão de forma rápida e segura, porque estamos lidando com risco materno e fetal imediato. Na prática obstétrica, os fármacos mais usados para esse cenário incluem hidralazina, labetalol e nifedipina, dependendo do protocolo do serviço. A hidralazina entra como droga clássica de primeira escolha em muitas referências de prova para controle agudo da PA na gestação. Ela é vasodilatadora arterial, age de forma relativamente rápida e tem boa experiência de uso em obstetrícia, o que a banca adora cobrar. Já o captopril não deve ser usado na gestante, porque os inibidores da ECA são contraindicados na gravidez, especialmente pelo risco de efeitos fetais graves. Metildopa é um ótimo anti-hipertensivo na gestação, mas para controle crônico, não para emergência hipertensiva. O sulfato de magnésio é o queridinho quando há pré-eclâmpsia grave com risco de convulsão ou eclâmpsia, mas ele não é o principal remédio para reduzir a pressão arterial. O nitroprussiato de sódio até pode aparecer como opção de resgate em situações extremas, mas não é a primeira escolha na gestante por risco de toxicidade materno-fetal. Por isso, o gabarito é a hidralazina.