Recém-nascido a termo, sexo feminino, apresentou perímetro cefálico = 30,5 cm. De acordo com os parâmetros do Ministério da Saúde, esse valor é considerado:
- A)normal;
Errada, porque 30,5 cm em recém-nascido a termo feminino está abaixo do intervalo esperado para normalidade.
- B)abaixo do normal;
Certa, pois o valor informado fica abaixo do parâmetro de referência do Ministério da Saúde para recém-nascido a termo.
- C)acima do normal;
Errada, porque o perímetro cefálico não está aumentado; está reduzido em relação ao esperado.
- D)indicativo de macrocefalia;
Errada, porque macrocefalia exige perímetro cefálico acima do esperado, o que não ocorre aqui.
- E)indicativo de hidrocefalia.
Errada, porque hidrocefalia é diagnóstico clínico e por exame de imagem, e não pode ser concluída apenas por um perímetro cefálico isolado.
Gabarito: B
No recém-nascido, o perímetro cefálico é um dos primeiros números que a equipe olha com carinho porque ele ajuda a avaliar o crescimento do crânio e, indiretamente, do encéfalo. Para interpretar esse dado, o Ministério da Saúde usa parâmetros de referência por sexo e idade gestacional. Em recém-nascido a termo, o esperado fica em torno de 32 a 37 cm, variando conforme a tabela usada e o sexo do bebê. Neste caso, trata-se de um recém-nascido a termo, sexo feminino, com perímetro cefálico de 30,5 cm. Esse valor está abaixo do intervalo considerado habitual para a faixa, portanto é classificado como abaixo do normal. Aqui a banca quer justamente a leitura do parâmetro, não um diagnóstico de doença. Vale lembrar: macrocefalia e hidrocefalia não são sinônimos de "qualquer medida fora da curva". Macrocefalia costuma ser reservada para perímetro cefálico acima do esperado, geralmente acima de dois desvios-padrão ou acima do percentil 97, dependendo da referência. Hidrocefalia é um diagnóstico clínico e de imagem, não pode ser inferido só por um número isolado. Então, o gabarito B está correto porque 30,5 cm, em uma recém-nascida a termo, fica abaixo do padrão de normalidade adotado pelo Ministério da Saúde. Em prova, pense assim: primeiro você compara com a referência; só depois vem a suspeita diagnóstica, se houver contexto clínico.