Os recém-nascidos prematuros e com baixo peso, internados na UTI neonatal logo após o nascimento, devem receber a vacina BCG
- A)nas primeiras 24 horas de vida.
Errada, porque a BCG nao deve ser aplicada nas primeiras 24 horas em recém-nascidos prematuros e com baixo peso internados em UTI neonatal.
- B)até o primeiro mês de vida.
Errada, porque o critério nao é esperar até 1 mês de vida, e sim aguardar o peso mínimo recomendado.
- C)nos primeiros 15 dias de vida.
Errada, porque 15 dias de vida nao é o parâmetro usado para liberar a BCG nesse grupo de risco.
- D)quando atingirem 2.000 gramas.
Certa, porque a BCG deve ser administrada quando o recém-nascido prematuro ou de baixo peso atingir 2.000 gramas.
- E)após atingirem 2.500 gramas.
Errada, porque 2.500 gramas nao é o ponto de corte adotado para liberar a BCG nessa situação.
Gabarito: D
A BCG protege contra as formas graves da tuberculose, e no Brasil ela faz parte do calendário de rotina do recém-nascido. Porém, quando o bebê nasce prematuro ou com baixo peso e fica internado na UTI neonatal, a vacina nao deve ser aplicada logo de cara, porque o organismo ainda pode nao estar pronto para responder bem e a prioridade é estabilizar o recém-nascido. Nesses casos, a regra prática ensinada pelo PNI é aguardar o bebê atingir 2.000 gramas. Aí sim a BCG pode ser aplicada, desde que nao haja outras contraindicações clínicas. Isso vale justamente para evitar a vacinação em um momento de fragilidade extrema, sem perder a proteção depois. Por isso, o gabarito é a letra D. A ideia nao é “vacinar o mais cedo possível a qualquer custo”, e sim vacinar no momento adequado e seguro. Em concurso, esse detalhe aparece bastante porque muita gente lembra da BCG ao nascimento, mas esquece da exceção do prematuro/baixo peso. Fundamento prático: as normas do Programa Nacional de Imunizações orientam a BCG ao nascer para a maioria dos RN, mas nos prematuros e/ou com peso inferior a 2.000 g a aplicação deve ser postergada até atingir esse peso.