É correto afirmar que é considerado grau 3 de severidade das condições crônicas cardiovasculares
- A)o sedentarismo.
Errada, porque sedentarismo é fator de risco cardiovascular, mas não caracteriza grau 3 de severidade de uma condição crônica cardiovascular.
- B)o pé diabético.
Errada, porque pé diabético é uma complicação do diabetes, e não a descrição padrão de grau 3 de severidade dessa estratificação.
- C)a diabetes mellitus tipo 2 acima da meta estabelecida.
Certa, porque diabetes mellitus tipo 2 acima da meta indica descontrole da doença e maior gravidade clínica.
- D)a hipertensão arterial sistêmica dentro da meta estabelecida.
Errada, porque hipertensão arterial sistêmica dentro da meta está controlada, o que afasta a ideia de maior severidade.
Gabarito: C
Quando a banca fala em grau 3 de severidade nas condições crônicas cardiovasculares, ela está apontando para situações de maior risco e pior controle clínico, aquelas em que a doença já saiu da zona de conforto e pede acompanhamento mais intenso. Em linhas gerais, o grau de severidade acompanha a presença de descompensação, lesão de órgão-alvo e dificuldade de manter metas terapêuticas. Na prática, isso significa que não basta ter a doença crônica: é preciso observar se ela está controlada ou não. Uma condição dentro da meta costuma representar menor gravidade, enquanto a condição fora da meta sugere pior controle e maior risco de complicações. É por isso que a prova costuma cobrar o raciocínio clínico, não apenas o nome da doença. O gabarito é a letra C porque diabetes mellitus tipo 2 acima da meta estabelecida indica doença descompensada, com controle inadequado e maior chance de complicações cardiovasculares e metabólicas. Em protocolos de estratificação de risco usados na atenção à saúde, o que está acima da meta entra como situação de maior severidade justamente por exigir seguimento mais atento e intervenção mais firme. Já perceber o truque da questão ajuda muito: sedentarismo é fator de risco, pé diabético é complicação, e hipertensão dentro da meta é condição controlada. A banca quer que você diferencie fator de risco, complicação e doença fora de controle. Esse é o caminho para não cair na casca de banana.