A oxigenoterapia consiste na administração de oxigênio acima da concentração do gás ambiental normal (21%). Acerca da oxigenoterapia nas doenças do aparelho respiratório, assinale a afirmativa correta.
- A)Durante a oxigenoterapia não é necessário monitorizar a saturação periférica de oxigênio (SpO2) por meio de oximetria de pulso.
Errada, porque durante a oxigenoterapia é essencial monitorizar a SpO2 por oximetria de pulso para avaliar a resposta ao tratamento.
- B)Pacientes com oxigenação baixa devem manter a postura o mais ereta possível (45º ou mais) quando forem dormir, a menos que essa postura seja contraindicada, pois a oxigenação pode reduzir quando totalmente deitado.
Certa, porque manter o paciente mais ereto durante o sono melhora a ventilação e pode evitar piora da oxigenação em posição totalmente deitada.
- C)O cateter ou cânula nasal de oxigênio é o dispositivo mais utilizado para oferta de oxigênio, tanto pela disponibilidade quanto pela facilidade do uso, e é um dispositivo simples, de alto fluxo.
Errada, porque a cânula nasal é um dispositivo simples e de baixo fluxo, não de alto fluxo.
- D)A máscara simples pode aumentar a fração inspirada de oxigênio (FiO2) até 20%. Ela deve ser usada com um fluxo mínimo de 15 L/min para prevenir retenção de dióxido de carbono (CO2).
Errada, porque a máscara simples pode ofertar FiO2 acima de 20% e não deve ser descrita com esse limite; além disso, o fluxo mínimo de 15 L/min é característica de máscaras não reinalantes, não da máscara simples.
- E)A máscara de Venturi é um sistema de baixo fluxo, em que quanto maior o orifício de entrada, maior a concentração de oxigênio.
Errada, porque a máscara de Venturi é um sistema de alto controle da FiO2 e a relação entre orifício e concentração está invertida na afirmação.
Gabarito: B
A oxigenoterapia é usada para corrigir ou prevenir a hipóxia, mas ela não é “no escuro”: você precisa acompanhar a saturação periférica de oxigênio (SpO2), a resposta clínica e, quando indicado, a gasometria arterial. O objetivo é oferecer oxigênio na dose certa, porque tanto a falta quanto o excesso podem trazer problemas, especialmente em pacientes com doenças respiratórias crônicas. Na prática, a posição do paciente faz diferença. Quando a pessoa está mais ereta, o diafragma trabalha melhor, os pulmões expandem com mais facilidade e a ventilação melhora. Por isso, em quem está com oxigenação baixa, manter a cabeceira elevada ajuda a respirar melhor e pode evitar a piora da saturação quando a pessoa fica totalmente deitada. A questão também cobra dispositivos de oxigenoterapia, que são tema clássico de prova. A cânula nasal é muito usada por ser simples e confortável, mas não é dispositivo de alto fluxo; já máscaras e sistemas como Venturi têm finalidades específicas e regras próprias de fluxo e concentração. Em resumo: o segredo é conhecer o dispositivo certo para a necessidade certa. O gabarito é a letra B porque a posição elevada favorece a ventilação e pode evitar queda da oxigenação em decúbito total, salvo contraindicações. Isso está de acordo com a prática assistencial em enfermagem e com os princípios de cuidado respiratório e posicionamento para melhora da troca gasosa.