As hepatites virais são doenças causadas por diferentes tipos de vírus, que apresentam características epidemiológicas, clínicas e laboratoriais distintas. A hepatite transmitida pela via fecal-oral, relacionada a condições de saneamento básico, higiene pessoal, qualidade da água e dos alimentos que apresenta período de incubação de 15 a 45 dias (média de 30 dias), é a
- A)hepatite A.
Correta, porque a hepatite A é transmitida pela via fecal-oral e está ligada a saneamento, higiene e alimentos/água contaminados.
- B)hepatite B.
Errada, porque a hepatite B tem transmissão principalmente por sangue, sexo e transmissão vertical, não por via fecal-oral.
- C)hepatite C.
Errada, porque a hepatite C é tipicamente transmitida por exposição a sangue contaminado, especialmente por uso de drogas injetáveis e procedimentos invasivos.
- D)hepatite D.
Errada, porque a hepatite D depende da presença do vírus B e também é associada à via sanguínea/sexual, não à fecal-oral.
Gabarito: A
As hepatites virais podem ser transmitidas por vias bem diferentes, e isso ajuda muito na prova. Quando a questão fala em transmissão fecal-oral, com relação direta com saneamento básico, higiene pessoal, água e alimentos, ela está descrevendo o padrão clássico da hepatite A. Esse vírus costuma ter incubação de 15 a 45 dias, com média de 30 dias, exatamente como o enunciado trouxe. Na prática, pense assim: se o enunciado mencionar contaminação de água, alimento, mãos e más condições sanitárias, a pista é quase sempre hepatite A. Ela é uma infecção aguda, geralmente autolimitada, e não costuma cronificar. Já as hepatites B, C e D têm outro perfil de transmissão, mais ligado a sangue, relações sexuais, agulhas, material perfurocortante e, em alguns casos, transmissão vertical. Por isso o gabarito A está correto. A hepatite A é a mais associada a surtos relacionados à higiene e ao saneamento, sendo a clássica hepatite de transmissão fecal-oral. Em prova, essa associação é ouro puro: fecal-oral + incubação de cerca de 30 dias = hepatite A. Como reforço doutrinário, a vigilância em saúde no Brasil trata a hepatite A como agravo de notificação e monitoramento, justamente pela relação com condições ambientais e saneamento, o que cai bastante em saúde pública e epidemiologia.