O exame físico faz parte das habilidades que o enfermeiro desenvolve em sua formação e prática profissional. Dentre elas, há técnicas que permitem identificar aspectos fisiológicos ou alterados e precisam ser realizadas, no exame físico abdominal, na seguinte ordem:
- A)ausculta, percussão, palpação e inspeção.
Errada, porque coloca a ausculta antes da inspeção e deixa a palpação antes da inspeção, quebrando a ordem clássica do exame abdominal.
- B)ausculta, inspeção, percussão e palpação.
Errada, porque a inspeção deve vir antes da ausculta e a percussão deve ocorrer antes da palpação.
- C)inspeção, ausculta, palpação e percussão.
Errada, porque a percussão não vem por ultimo e a palpação não deve anteceder a percussão.
- D)inspeção, ausculta, percussão e palpação.
Certa, porque no abdome a sequência correta é inspeção, ausculta, percussão e palpação.
Gabarito: D
No exame físico abdominal, a ordem clássica é importante porque algumas manobras podem alterar os achados. Primeiro vem a inspeção, para observar distensão, simetria, cicatrizes, circulação superficial e movimentos. Depois, faz-se a ausculta, antes de tocar muito no abdome, porque a palpação e a percussão podem modificar os ruídos hidroaéreos. Em seguida, realiza-se a percussão, que ajuda a identificar timpanismo, macicez e possíveis alterações de órgãos ou presença de líquido. Por fim, vem a palpação, superficial e profunda, para avaliar dor, defesa, massas e sensibilidade. Essa sequência é ensinada na propedêutica clínica e é a rotina cobrada na prática do enfermeiro. O gabarito é a letra D porque respeita exatamente essa lógica: inspeção, ausculta, percussão e palpação. Em prova, a banca gosta de testar se voce sabe que a ausculta deve acontecer antes da manipulação do abdome, justamente para não bagunçar os sons intestinais e cair na armadilha do "tocar primeiro e ouvir depois". Esse cuidado faz parte das habilidades do exame físico dentro do processo de enfermagem e da sistematização da assistência, que exigem coleta de dados organizada e técnica. Ou seja: no abdome, o caminho certo é observar, ouvir, percutir e só então palpar.